Homens vencem o preconceito e fazem o exame de próstata
Israel Reinstein
De Curitiba
O preconceito não atrapalhou ontem a campanha anual de prevenção a doenças da próstata, em Curitiba. Segundo o secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci, a estimativa era que até o meio-dia em torno de dois mil homens já haviam feito o exame de toque retal, com objetivo de detectar precocemente a doença. Com o diagnóstico em fases iniciais da doença há 70% de chances de cura, diz o presidente da seção Paraná da Sociedade Brasileira de Urologia, Luis Carlos de Almeida Rocha.
O médico explica que o câncer de próstata é o segundo em número de mortes masculinas. Ele atinge 13% dos homens com mais de 45 anos. No ano passado, a doença matou 85 pessoas em Curitiba. Na campanha do ano passado foram realizados em Curitiba 3,9 mil exames, enquanto em São Paulo o número de homens que procuraram as unidades de saúde foi 2,5 mil, lembrou. Nos 3,9 mil exames feitos em Curitiba, 512 pessoas foram encaminhadas para o teste de PSA (marcador tumoral). Destas, 196 fizeram biópsia, com 64 resultados positivos.
O exame não é muito agradável, mas é melhor que contrair câncer, afirma o contador J.S., 65 anos, que preferiu não se identificar. O contador faz o exame há 10 anos. Menos envergonhado, o motorista Joel Sabino, 55 anos, conta que vem fazendo o exame, por existir casos da doença na família. Sirvo de exemplo para amigos, que agora estão compreendendo a importância da prevenção. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada ano surgem 14 mil novos casos da doença no País. O câncer de próstata é mais comum em homens acima de 65 anos. A indicação para estas pessoas é fazer o exame duas vezes ao ano. Dos 45 aos 65 anos, os médicos indicam a realização de um exame anual.





