O aumento no número de homens que, desconfiados, recorrem aos laboratórios, enviando amostras de sangue deles e dos filhos vem crescendo nos últimos meses. Eles querem saber se não foram traídos pelas esposas em períodos de conflitos na vida do casal, vésperas de separação conjugal. Também cresce o número de filhos que, depois de adultos, saem em busca dos pais biológicos, utilizando testes de DNA.
O biólogo Edward Lewis, diretor do laboratório CTN-DNA4, de Porto Alegre, diz que quase 100% dos exames eram decorrentes de processos judiciais, nos quais as mulheres pediam definição de paternidade. Hoje, pelo menos 10% das solicitações são de homens que desconfiam das mulheres e de filhos que procuram pais.
Essa movimentação tende a aumentar pelo barateamento dos exames (hoje já é possível fazê-lo por R$ 500), pela simplificação do processo, que pode ser acertado pela Internet e pela divulgação de pesquisas sobre a estrutura genética da população brasileira. Elas indicam que de 5% a 10% dos cidadãos não são filhos de quem pensam ser.(R.A.)

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