As novas gerações já estão mudando de comportamento. Mas os homens mais velhos costumam ter repulsa à medicina preventiva, o que inclui exames e consultas de rotina. Diferentemente das mulheres, procuram atendimento médico motivados pela urgência, ou seja, quando algum problema de saúde já veio à tona.
''Uma vez por ano, a mulher vai ao ginecologista, que já costuma pedir os exames de sangue. Já o homem não tem o costume de ir ao médico'', fala o clínico geral Paulo Olzon, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No entanto, acredita que o comportamento das novas gerações masculinas está mudando e que preconceitos estão caindo por terra. De toda forma, deixa o alerta: ''o homem deve se preocupar com a obesidade, diabete e hipertensão arterial.''
De maneira geral, o clínico diz que os exames de rotina masculinos mais importantes são o hemograma completo, colesterol, triglicérides, ácido úrico, glicemia, uréia e creatinina. Para os que costumam ingerir álcool, recomenda monitorar o fígado com exames como o transaminases e de atividade de protombina. Os sedentários têm de ficar de olho também no coração, fazendo o teste ergométrico. Da mesma forma, os fumantes devem recorrer à radiografia dos pulmões e investigar sinais de arteriosclerose (problema de circulação).
Segundo Olzon, quando se tem boa saúde e tudo está bem, esses exames podem ser repetidos a cada três anos; dos 40 aos 50, a cada dois anos, e a partir daí, anualmente. ''A mulher sente outras coisas porque tem mudanças hormonais, os ciclos de menstruação. Ela tem uma ligação mais forte com o médico e vai se acostumando a fazer os exames'', fala o clínico, sobre o hábito feminino de ir ao médico. ''A frequência dos exames masculinos, porém, muda se existe predisposição familiar a certas doenças. Isso depende de cada paciente e dos fatores de risco.''

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