Um ato multirreligioso em homenagem às vítimas do acidente com o avião da Air France reuniu cerca de mil pessoas na igreja da Candelária, no centro do Rio, na última quinta-feira. Havia pelo menos 40 parentes de vítimas, além de amigos e funcionários da companhia aérea, que disponibilizou três micro-ônibus para levar os familiares até a igreja. ‘‘Só quem está na pele (dos envolvidos) sabe o que é a dor’’, disse a tradutora Ana Cláudia Dutra, 42 anos, prima do maestro Silvio Barbato. ‘‘Muitos acreditam que tem gente lutando para sobreviver. No fundo, eu acredito que ele está lá, vivo e lutando’’, afirmou. ‘‘Nos anos 1970, dom Eudes (de Orleans e Bragança) sofreu um acidente aéreo quando viajava para as Bahamas, passou dias desaparecido e, quando todo mundo já o considerava morto, ele foi encontrado vivo’’, contou dom Antonio de Orleans e Bragança, pai de dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança e Ligne, 26, que ia para Paris no avião da Air France que caiu no mar. Todos são da família real brasileira. Os religiosos tentaram confortar os envolvidos. ‘‘Não chore porque partiu; sorria porque existiu’’, disse um deles, repetindo um ditado alemão. O culto foi promovido pelo Estado e pela Prefeitura do Rio, um dia após evento semelhante que reuniu 4.000 pessoas em Paris. No Rio, participaram representantes de oito religiões – católicos, anglicanos, presbiterianos, luteranos, muçulmanos, judeus, ortodoxos e evangélicos da Assembleia de Deus.


A Igreja de Nossa Senhora da Candelária é uma das principais obras artísticas do século 19, pela qualidade dos nomes envolvidos, pela integração da arquitetura neoclássica e a decoração interna exuberante


Companhia aérea francesa que foi fundada em 1933 e hoje é a maior da França, empregando mais de 71 mil pessoas

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