Homem liga deputado ao tráfico e extermínio
Agência o Globo
Do Rio
A CPI do Narcotráfico tem nova testemunha do caso do deputado Hildebrando Pascoal (PFL-AC), acusado de comandar grupos de extermínio e de envolvimento com o tráfico de drogas no Acre. É Francisco Raimundo Custódio Pessoa, 30 anos, que durante três anos foi braço direito do delegado Carlos Alberto da Costa Bayma, apontado como um dos principais membros do esquadrão da morte chefiado por Hildebrando.
Pessoa já fez mais de 70 denúncias contra o deputado e seus supostos cúmplices.
Descrevendo como Hildebrando e seus comandados teriam assassinado desafetos, Pessoa relatou cenas impressionantes. A mais brutal foi a do assassinato de Agilson Santos Firmino, o Baiano, também atribuída ao esquadrão da morte comandado pelo deputado.
Suspeitava-se de que Baiano tinha morrido depois de uma sessão de tortura, na qual seus braços e pernas teriam sido cortados com uma moto-serra. Essa versão foi corroborada há dois meses por Waltemir de Oliveira, o Palito,
que cumpre pena por assalto em Rio Branco e disse ter uma fita de vídeo em que Hildebrando aparece mutilando Baiano. Não foi com uma moto-serra que eles cortaram o Baiano. Foi com um facão mesmo, bem devagar. Eles perguntavam: Cadê o José Hugo? Cadê o José Hugo? Ele não respondia porque não sabia e iam cortando, enfiando o facão. Fizeram assim em cada um dos braços, em cada uma das pernas, contou Pessoa. A sessão de tortura teria durado horas, comandada por Hildebrando.





