Londrina – Foi reconhecido na tarde de ontem no Instituto Médico Legal (IML) de Londrina o corpo de Tiago Santos Gravena, de 27 anos, que foi morto na noite de quarta-feira após invadir uma república no Jardim Shangri-Lá (zona oeste) e supostamente reagir a voz de prisão e ser baleado por policiais militares. Gravena foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar (PM) informou que foi acionada por pessoas que participavam de uma festa na residência, localizada na Rua Casimiro de Abreu, alegando que um homem armado estava praticando um assalto e ameaçando os convidados. "Quando chegaram na república os policiais se depararam com o homem mantendo algumas pessoas sob sua custódia. Foi dada voz de prisão, mas o acusado se virou para os policiais na tentativa de reagir e foi baleado, em uma clara ação de legítima defesa dos policiais", relatou o capitão Nelson Villa, porta-voz do 5º Batalhão da PM.
De acordo com a PM, alguns convidados relataram que Tiago havia estado na república no início do churrasco e voltou no final da festa, quando foi impedido pelos promotores de adentrar a casa já que a festa já estava acabando. "Então ele sacou da arma e obrigou as pessoas a deixarem ele entrar mantendo assim alguns convidados em cárcere privado e sob ameaça. A informação que recebemos também é que antes da polícia chegar ele disparou um tiro dentro da casa, mas que felizmente não atingiu ninguém", ressaltou Villa.

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