Homem é preso por desmatar 106 hectares de floresta no Sudoeste do PR
Área afetada pertence ao bioma Mata Atlântica e incluía trechos de preservação permanente, como nascentes e margens de córregos, segundo a polícia
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sexta-feira, 07 de novembro de 2025
Área afetada pertence ao bioma Mata Atlântica e incluía trechos de preservação permanente, como nascentes e margens de córregos, segundo a polícia

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente um homem de 31 anos, suspeito da prática de crimes ambientais, falsificação de documento particular e fraude processual. A prisão foi realizada na manhã desta quinta-feira (6), em Rebouças (Sudoeste).
De acordo com as investigações, que contaram com o apoio da Polícia Militar, o suspeito teria promovido a destruição de aproximadamente 106 hectares da Floresta Ombrófila Mista (também chamada de Floresta de Araucária), pertencente ao bioma Mata Atlântica, em estágio médio avançado de regeneração. A área, localizada em Rio Azul, incluía trechos de preservação permanente, como nascentes e margens de córregos.
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Corte, fogo e produtos químicos
A perícia realizada pela Polícia Científica do Paraná confirmou a extensão dos danos e identificou o uso de métodos como corte de árvores, aplicação de produtos químicos e uso de fogo. O laudo técnico indicou que a degradação foi intencional e de longa duração.
Segundo o delegado da PCPR Thiago França Nunes, o investigado também apresentou à polícia um contrato de arrendamento rural com indícios de falsificação. O documento teria sido elaborado para transferir a responsabilidade pelos danos ambientais a um trabalhador da propriedade. A conduta resultou na inclusão dos crimes de falsificação de documento particular e fraude processual ao inquérito.

Condição análoga à escravidão
Durante a apuração, foram identificados indícios da prática do crime de redução à condição análoga à de escravo envolvendo um funcionário da propriedade. O caso foi encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho para as providências cabíveis. “A PCPR destaca que a prisão é resultado da cooperação entre as instituições no combate a crimes ambientais e na proteção do patrimônio natural do Estado”, explica.
Após os trâmites legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça. O nome do suspeito não foi divulgado.
(Com informações da PCPR)


Da Redação
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