Homem é preso em SP com mil cartões de banco clonados; ele deve ser cérebro da quadrilha
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2000
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 22 (AE) -A polícia acredita ter chegado ao "cérebro" da quadrilha de clonagem de cartões - que lesou milhares de pessoas -, com a prisão, hoje pela manhã, de Francisco Laércio da Silva, de 26 anos, dono de um escritório de informática em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Foram apreendidos computadores, scanner para código de barra, mil cartões de bancos, máquina digital que grava os dados pessoais, do banco e a senha.
"Pegamos um dos principais e estamos atrás do chefe do grupo", disse o delegado Nelson Silveira Guimarães, da Seccional de Polícia de Itaquera. A polícia localizou Silva depois da prisão, na semana passada, do técnico em informática Feliciano Dato Júnior, de 22 anos, e de Alan Siqueira de Carvalho, de 25.
Os dois tinham 731 cartões que seriam utilizados para o saque de contas correntes e transferência de aplicações. Guimarães informou que a quadrilha tem 20 participantes. Os três presos e outros seis do grupo, identificados por fotografias, foram indiciados por crime de falsificação de documento particular. Eles poderão ser condenados de 1 a 5 anos.
"Decidi por este tipo de indiciamento porque a vítima é o Estado, a pena é maior do que o estelionato e espero que a Justiça permita que fiquem presos por um bom tempo", disse Guimarães.
Os policiais de Itaquera localizaram o escritório de Silva, próximo da Cohab 2, no fim da manhã. O material apreendido impressionou os policiais e um técnico do Banco do Brasil especializado em investigar os crimes de falsificação nos bancos que está colaborando com a polícia.
Bug - Guimarães adiantou que no fim do ano a quadrilha conseguiu centenas de senhas com o golpe do bug do milênio. Instalou máquinas digitais nos caixas 24 horas e um cartaz "teste cartão". "Quando o cartão era passado uma luz verde acendia, a máquina gravava tudo e os bandidos diziam que estava pronto para ser usado." Guimarães informou que a máquina digital pode ser comprada por encomenda e usada por empresas para fiscalizar a entrada e saída dos funcionários. Os cartões preparados para os golpes são idênticos aos usados pelas empresas.


