Um homem de 31 anos, filho de um pastor, foi detido pela Polícia Militar na madrugada de ontem, por volta da 1h30, na Vila Morangueira, em Maringá, sob a acusação de pelo menos dois casos de estupro. A PM de Maringá sabia que dois delitos tinham sido registrados no feriado de 7 de setembro, um no período da manhã e outro no início da noite. E com a informação de uma das vítimas sobre as três primeiras letras da placa de um veículo Corolla que foi utilizado nos atos, eles foram ao endereço de registro do carro para averiguação.
Segundo a PM, o proprietário do veículo, um pastor evangélico, informou que o carro ficou com o seu filho durante o dia. O rapaz confirmou ter saído com o veículo de seu pai. O policial fotografou o acusado e enviou a foto a uma das vítimas, que reconheceu o rapaz como o autor do crime.
O suspeito foi detido e encaminhado à 9ª Subdivisão da Polícia Civil. Lá, uma das vitimas relatou que ao entrar no veículo teria sentado em cima de um livro de cor laranja e marrom. Um oficial realizou a busca no interior do veículo acompanhado do proprietário e encontrou o livro com as mesmas características (Nova Bíblia Viva), que também foi reconhecida pela vítima e entregue na delegacia. A outra vítima, que estava hospitalizada, também teve acesso às imagens do suspeito detido, e novamente o rapaz foi reconhecido como autor do estupro sofrido por ela. Diante dos fatos o rapaz foi autuado em flagrante pelo delito.

OS CASOS


Segundo a Polícia Militar, o primeiro episódio do feriado envolvendo o suspeito aconteceu perto da avenida Pedro Taques. Uma mulher que deixava o Hospital Santa Casa foi abordada pelo suspeito quando estava em um ponto de ônibus. O homem disse que estava armado e forçou a mulher a entrar no carro.
No mesmo dia, durante a noite, o suspeito obrigou outra mulher a fazer sexo oral nele. Foi essa vítima que observou a bíblia sobre o banco do carro, que posteriormente foi encontrada pela polícia e ajudou na identificação do suspeito. Há suspeita de que ele seja o autor de 15 casos de estupros e tentativas. Nove das vítimas já o reconheceram como autor dos estupros. O suspeito já tinha sido investigado pela Polícia Civil pela prática de estupro há cinco anos, mas na época não houve prova suficientes que o condenassem e ele foi solto. A Polícia Civil de Maringá destacou que o homem abordava as mulheres no final do expediente de seus trabalhos e na saída de academias de ginástica e os estupros aconteciam nas vias próximas do local de abordagem e em terrenos baldios.

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