Homem é morto pela PM ao fugir de abordagem
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sábado, 21 de junho de 2014
Samara Rosenberger Colaborou Celso Felizardo<br>Equipe Bonde 
Samara Rosenberger
Equipe Bonde
Londrina - Um homem foi morto a tiros por equipes das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) na madrugada de ontem, no bairro Luiz de Sá, zona norte de Londrina. Armado, ele estava fugindo de uma abordagem e acabou atingido pelos policiais. Lucas Soares Leal, de 27 anos, morreu na hora. Por volta da 0h30, os agentes faziam patrulhamento pelas ruas do bairro quando avistaram dois suspeitos próximo a uma localidade conhecida como ponto de tráfico de drogas. Imediatamente, foi dada voz de abordagem, mas a dupla começou a correr, pulando por vários telhados das casas vizinhas.
Segundo a versão da PM, Leal estava com arma em punho enquanto fugia. Na rua Astolfo Nogueira, os policiais começaram a atirar e acabaram atingindo-o. O Siate foi acionado para prestar socorro, mas já o encontrou em óbito. Junto com ele, foi apreendido um revólver calibre 38. Ele não portava substâncias entorpecentes e nem documentos. O outro fugitivo não foi localizado.
O Instituto de Criminalística (IC) realizou perícia no local e constatou duas perfurações, sendo uma no olho e outra na região frontal da cabeça, próxima ao pescoço.
Ainda segundo o IC, o suspeito não atirou nos policiais, pois não havia vestígios de pólvora na mão dele. O enterro estava marcado para o fim da tarde de ontem, no Cemitério Jardim da Saudade. Esta foi a oitava morte em sete confrontos com a Polícia Militar registrados este ano em Londrina. Na quarta-feira, dois suspeitos morreram em troca de tiros com policiais da Companhia de Choque de Londrina, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina). Eles roubaram um carro em Assaí e colocaram a vítima no porta-malas. A vítima saiu ilesa e nenhum policial se feriu.
Nestes casos de confronto, o procedimento padrão da PM prevê a apreensão das armas, afastamento temporário dos policiais e abertura de Inquérito Policial Militar (IPM). A reportagem da FOLHA tentou contato com o porta-voz da PM, capitão Nelson Villa, para saber qual procedimento será adotado, mas o celular estava desligado.


