José Rita das Dores Pereira, 45 anos, conhecido como Cheiroso, foi morto na noite de ontem no Parque de Exposições Ney Braga, Zona Oeste de Londrina, depois de levar quatro tiros nas costas disparados pelo diarista Eduardo Carlos dos Santos, 30 anos.
O crime ocorreu durante a desmontagem do parque de diversões, uma das principais atrações da 44 Exposição Industrial e Agropecuária de Londrina, e teria sido motivado por uma discussão entre os dois duas horas antes.
A vítima trabalhava na Expo explorando duas barracas de jogos uma de argola e a outra de pesca instaladas na área do parque e era morador do município paulista de Monte Aprazível. O autor dos disparos foi contratado para desmontar os brinquedos, tarefa concluída ontem.
Segundo testemunhas, a discussão entre os dois começou quando Santos foi flagrado por colegas assediando a mulher de Pereira, que ajudava o marido nas barracas de jogos. A mulher teria sido incomodada várias vezes por Santos no final da tarde enquanto tomava banho em um banheiro instalado no pátio. Pereira foi tomar satisfação com Santos e os dois trocaram insultos. O diarista saiu da área do parque e duas horas depois voltou armado.
Santos errou o alvo nos dois primeiros disparos, Pereira tentou escapar mas acabou parando no alambrado próximo aos traillers, local onde levou quatro tiros nas costas. O diarista fugiu e foi perseguido por um grupo de cerca de 15 pessoas, todos trabalhadores do parque de diversão.
''Ele se sentiu acuado e tentou atirar na gente mas não tinha mais munição'', contou Elielson Carvalho, 31 anos, operador de brinquedo. Carvalho disse que o diarista se feriu ao tentar sair das dependências do Ney Braga. As lanças da parte superior do portão lateral teria perfurado a perna de Santos, o que, segundo a polícia facilitaria a sua identificação.
Até o fechamento desta edição, uma área de fundo de vale, próxima à planta industrial da Hussmann, estava sendo vasculhada por dezenas de policiais mas o diarista não havia sido encontrado.

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