São Paulo, 14 (AE) - O ajudante-geral Júlio César Alves, de 27 anos, foi executado com nove tiros na emergência do Hospital Municipal Jacira, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, no fim da noite de ontem (13). Ele foi levado para o local após ser baleado e espancado em um rua próxima do hospital. Minutos depois de dar entrada, dois homens encapuzados invadiram o pronto-socorro e efetuaram os disparos.
Eram quase 22 horas quando policiais militares encontraram Alves ferido na rua. Segundo testemunhas, dois homens foram até a casa do ajudante e o arrastaram até a rua. Em seguida, houve o espancamento, com barras de ferro. Deram-lhe dois tiros. Os dois homens fugiram.
Policiais militares que faziam ronda na região viram o rapaz caído, cheio de sangue, e o levaram para o hospital. Alves foi encaminhado para a sala de emergência. Ele era o único paciente que estava sendo medicado naquele local. Ao lado, em outra sala, havia mais seis pessoas em observação.
Tiros - O silêncio do hospital foi quebrado quando os dois homens encapuzados e armados invadiram o local, chutando a porta da sala de emergência. Depois disso, os médicos e os pacientes do hospital só puderam ouvir os tiros. Ao todo foram nove. Todos acertaram a vítima.
De acordo com o hospital, os disparos foram feitos na cabeça e no peito do ajudante. Parentes de Alves também estavam no hospital, mas ninguém conseguiu ver quem eram os assassinos. Depois dos tiros, os dois homens fugiram sem deixar pistas. Houve pânico e corre-corre no hospital. No momento dos tiros, todas as pessoas que estavam no local começaram a jogar-se no chão, procurando abrigo.
O crime está sendo investigado por policiais do 1.º Distrito Policial de Itapecerica da Serra, mas até o início da noite de hoje não havia pistas sobre os assassinos. Acerto de contas é a principal hipótese da polícia para o homicídio.
Medo - Mesmo com dois policiais militares de plantão na porta do hospital, médicos, funcionários e pacientes continuavam assustados hoje. "Está todo mundo ainda muito chocado com o que aconteceu", disse a diretora-técnica do hospital, Myres Cavalcante. "Vai ser difícil esquecer esse crime."Segundo ela, não é a primeira vez que homens invadem o hospital para matar ou resgatar alguém. "Em 1996, uma pessoa armada entrou no hospital e um médico foi ferido", contou. "Cansamos de pedir reforço no policiamento do hospital."

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