A Polícia Civil prendeu ontem, em Recife (PE), o marceneiro Severino Sebastião da Silva, 42 anos, assassino confesso de três meninos que tiveram seus corpos esquartejados com um serrote. A prisão ocorreu após a polícia encontrar a cabeça do estudante Bruno Francisco da Silva, 11 anos, na sala da casa onde o marceneiro morava, no bairro Casa Amarela, zona norte da cidade.
O restante do corpo, esquartejado, foi localizado em uma fossa no quintal. Severino, que estava em casa quando a polícia chegou, tentou fugir, mas foi detido na rua, com a ajuda de vizinhos. Interrogado, ele confessou o crime. Disse que Bruno costumava jogar pedras no telhado de sua casa e que, na terça-feira, o atraiu oferecendo dinheiro e doces.
O marceneiro afirmou que abusou sexualmente do menino e que, após matá-lo a facadas, retalhou o corpo com um serrote. Em seguida, disse, tentou comer pedaços da carne, mas desistiu ao sentir o cheiro do sangue.
Segundo o diretor da Diretoria de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), Djalma Raposo, Severino afirmou ser pedófilo e atribuiu o crime ao ‘‘demônio’’. Questionado sobre outros eventuais assassinatos, o marceneiro confessou mais dois homicídios. As vítimas, disse, eram garotos de 8 e 14 anos de idade. Severino contou que os meninos também foram mortos a facadas e esquartejados com um serrote. Os corpos, declarou, foram enterrados na casa onde ele morou entre 98 e 99.
Com base nas informações, peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto de Medicina Legal (IML) foram ao local indicado e encontraram duas ossadas. De acordo com o diretor da DPCA, os corpos estavam enterrados na favela Roque Santeiro 1, no bairro dos Coelhos, em um barraco de madeira onde o marceneiro havia morado. Pedaços de roupas e calçados encontrados pelos peritos junto com as ossadas indicam que as vítimas seriam os estudantes Felipe J. S., 8 anos, e Leonardo J. S., 14 anos.
A casa onde Severino morava sozinho na zona norte foi destruída e saqueada. A polícia, no entanto, ainda conseguiu recolher provas, como um caderno onde o assassino confesso escrevia versos de amor para crianças. A Polícia Civil investiga agora os quatro últimos locais onde o marceneiro morou, em Recife. Apura também a eventual ligação do assassino confesso com outras crianças desaparecidas.

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