O aniversário de dois anos de Manoah foi especialmente comemorado pelos pais, Milu Leão Duarte, de 28 anos, e Marcelo Nunes Nogueira, de 41 anos. E, o local da comemoração, segundo eles, não poderia ser outro: o Espaço Escuta. Foi lá que Manoah começou a ser atendido, aos 45 dias de idade, com a perspectiva de sofrer consequência graves das paradas cardíaca e respiratória. ''Cinco dias antes dele ter alta, uma tomografia mostrou uma lesão cerebral gravíssima e que havia poucas chances de ele andar e falar. Mas eu questionei se havia alguma chance, mesmo que mínima, porque era nessa que eu iria me agarrar'', lembra a mãe.
''Assisti ao parto e lá já vi que alguma coisa errada estava acontecendo. Foi um choque quando os médicos falaram que o quadro dele era gravíssimo. Foi desesperador. Todo mundo falava para eu rezar e eu não conseguia nem chorar'', lembra o pai.
Atendido desde então duas vezes por semana, com intervenção precoce, os resultados são evidentes. ''Com sete meses ele já não apresentava mais lesões. Os resultados dos exames sugeriram que houve migração neuronal'', aponta a psicanalista Maribel Salles de Melo.
Por isso, hoje, para os pais, o presente é o próprio filho. ''A gente pediu tanto e hoje ele é tão 'arteiro', que a gente tem que aguentar e comemorar todos os dias'', brinca o pai. (C.P.)

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