Hoffmann defende moratória de cinco anos
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quinta-feira, 02 de dezembro de 1999
por Raquel Massote 
Belo Horizonte, 2 (AE)- O secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, José Hermeto Hoffmann, defendeu hoje durante o I Seminário Mineiro de Agricultura Transgênica, a "moratória" de cinco anos para o início do plantio das sementes transgênicas no País. Segundo ele, esta seria uma iniciativa prudente para que o Brasil se tornasse sinônimo de território livre.
Hoffman disse que o Rio Grande do Sul irá continuar a fiscalização contra o plantio dos transgênicos, para que o Estado se torne um território livre das sementes geneticamente modificadas e considerou irresponsabilidade do governo federal a não fiscalização do plantio em outros Estados. "Não podemos cruzar os braços e não fiscalizar e a liberação só poderá ser feita para fins de pesquisa", disse. Para José Hermeto Hofman é questionável até mesmo a atuação da Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia (CTNBio), cujos membros foram vinculados a empesas multinacionais de biotecnologia e aprovam a liberação da pesquisa, baseado em experiências anteriores em outros países.
Conforme o secretário, a liberação do plantio irá significar a perda de mercado internacional, já que os Estados Unidos estão diminuindo a área de plantio de soja geneticamente modificada e na Europa o índice de rejeição aos transgênicos tanto pela população quanto pelas grandes cadeias hipermercadistas só tem aumentado. O secretário não quis comentar os problemas ocorridos ontem no Rio Grande do Sul, quando fazendeiros resistiram à fiscalização por parte dos técnicos da secretaria da Agricultura.


