''Se todo mundo praticar um pouco (de atividade física) por dia, a vida muda''. A frase é do contador Pedro Oliveira Filho, de 56 anos, de Londrina, que conhece na prática os benefícios do exercício. Fumante por 38 anos e com um histórico familiar de doença cardiovascular, sofreu três enfartes nos últimos anos. Hoje, a realidade é outra, e a prática regular de atividade física faz parte dessa mudança.
O contador lembra que há cinco anos, durante exame de rotina, descobriu uma artéria 90% entupida, o que o levou a colocar um stent (pequena mola de metal que permite que o sangue volte a circular normalmente no local). Mas, passados dois meses, na volta de uma viagem, sofreu o primeiro enfarte, mesmo tendo largado o cigarro poucos meses antes e passado a fazer atividade física.
O segundo enfarte veio um ano e dois meses depois do primeiro, mesmo ele já fazendo exercícios e há mais tempo sem o cigarro. ''Exames detectaram que esse foi provocado por placas moles, que o próprio corpo produz, e a medicação que eu já tomava foi redirigida'', conta.
No ano passado, o terceiro enfarte aconteceu coincidentemente também depois de uma viagem. Várias horas dentro de um avião fizeram com que um coágulo se desprendesse e causasse o ''acidente de percurso''.
Com a prática de atividade física, ele viu a pressão arterial normalizar, o sono melhorar, a ansiedade diminuir, e comemora que nos últimos cinco anos teve resfriado ''só umas duas ou três vezes''. E, de uma coisa ele não abre mão: da atividade física com acompanhamento profissional. ''Ela (a personal trainer) sabe da minha capacidade cardiorrespiratória e pulmonar. Sem isso, é amadorismo, é como se automedicar'', afirma.(C.P.)

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