- 1924: Colonos que migravam de Santa Catarina e Rio Grande do Sul para o Paraná iniciam abertura de estrada em meio à mata nativa, ligando as regiões Sudoeste e Oeste do Estado.
- 10 janeiro de 1939: Governo federal cria o Parque Nacional do Iguaçu, área com 185 mil hectares que abrange também a Estrada do Colono.
- 12 de setembro de 86: Quando o governo estadual se preparava para pavimentar o trecho de 17,6 quilômetros que corta a estrada (já incorporada à BR-163), a Justiça Federal concede liminar a ambientalistas que alegavam danos ambientais. A estrada é fechada. Distância entre as regiões Oeste e Sudoeste aumenta em 120 quilômetros.
- setembro de 86: Unesco dá ao Parque o título de Patrimônio Natural da Humanidade.
- 8 de maio de 97: Agricultores e políticos invadem o parque e reabrem ilegalmente a estrada; Justiça ordena a desocupação da reserva, que não é cumprida.
- 27 de maio de 97: O juiz Paim Falcão, presidente do Tribunal Regional Federal, derruba a liminar da Justiça Federal do Paraná que mantinha a estrada fechada. Invasores cascalham a via e fundam a Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec).
- 12 de junho de 97: Invasores liberam a passagem de veículos pela via com a cobrança de pedágio (valor atual: R$ 5,00 por veículo).
- 19 de junho de 97: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) derruba a decisão do juiz Paim Palcão, que permitiu a reabertura.
- 1º de julho de 97: Após acordo com o Ibama, invasores se retiram do parque e fecham a estrada. Em troca, órgão se compromete a concluir, em três meses, a revisão do plano de manejo do parque, que iria avaliar a possibilidade de reabertura legal da estrada.
- 11 de janeiro de 98: Sem a conclusão do plano de manejo, moradores e políticos voltam a invadir o parque e reabrem a estrada. Cobrança de pedágio é retomada.
- fevereiro de 99: O ministro de Esporte e Turismo, Rafael Greca, anuncia apoio à reabertura, com uma estrada-parque, nos moldes da Estrada da Graciosa.
- 25 de março de 99: Técnicos da Unesco visitam o parque e afirmam que reserva pode perder o título de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido em 1986.
- 13 de abril de 99: Governo do Paraná e Ministério do Meio Ambiente criam comissão para tentar solucionar o impasse. Iniciativa não surte resultado.
- Junho de 99: Moradores das duas regiões mandam 75 mil cartas ao presidente FHC, defendendo a abertura da estrada; em contrapartida, ambientalistas enviam 70 mil cartões-postais e número igual de mensagens pela Internet para cobrar o fechamento da estrada.
- 30 de novembro de 99: Abertura da estrada é um dos três fatores que levaram o Comitê de Patrimônio da Unesco a incluir o Parque do Iguaçu na Lista de Patrimônios da Humanidade em Perigo; se a situação não mudar, reserva pode perder o título de Patrimônio Natural da Humanidade.
- 17 janeiro de 2000: A juíza do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre (RS), Marga Inge Barth Tessler, determina novamente o fechamento da Estrada, que não é cumprido pelas autoridades em Foz. Governo federal solicita dois peritos para avaliar situação
- 20 de março de 2000: Os peritos Ronaldo Viana Soares e Gualter Luiz Ferreira apresentam relatório que limita o uso da estrada, mas também afirma que ‘‘o impacto ambiental provocado pela estrada é compensado pelos benefícios que as cidades da região têm com a reabertura da via’’.
- 30 de maio de 2000: Com três anos de atraso é divulgado o Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu, que enquadra a Estrada do Colono como ‘‘Zona de Uso Intensivo’’, sendo proibida a circulação de veículos.
- 29 de junho de 2000: Procuradoria do Ibama confirma que os técnicos enviados à região tiveram suas despesas pagas pela Aipopec
- 15 de setembro de 2000: Termina prazo dado pela Unesco para que governo federal feche a Estrada do Colono.
- 15 de outubro de 2000: Representantes da Unesco e do Ministério do Meio Ambiente realizam workshop sobre gestão de sítios do patrimônio mundial natural no Brasil e América do Sul em Foz. A Estrada do Colono fez parte dos temas, mas não houve nenhum parecer definitivo sobre o caso
- 14 de novembro de 2000: O relator do Supremo Tribunal Federal (STF), Marcos Aurélio, anula o acórdão da juíza do TRF da 4ª Região, revalidando a decisão do juiz Paim Falcão (de maio de 1997) e liberando a circulação de veículos na estrada
- 18 de novembro de 2000: Ambientalistas e estudantes protestam em Curitiba contra a decisão do STF, que determina a reabertura da Estrada do Colono
- 28 de maio de 2001: É publicada no Diário da Justiça a anulação do laudo técnico dos peritos Ronaldo Viana Soares e Gualter Luiz Ferreira. A decisão foi assinada pela juíza substituta da 1ª Vara Cível da Justiça Federal, em Curitiba, Silvia Regina Salau Brollo, baseado nos argumentos do Ibama sobre despesas de hospedagem pagas pela Aipopec
- 9 de junho de 2001: Cento e vinte policiais federais são convocados para operações contra o narcotráfico na fronteira. O delegado-chefe da PF em Foz, Joaquim Mesquita, nega que grupo seria usado para fechar a estrada
- 11 de junho de 2001: A juíza do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região de Porto Alegre, Marga Inge Barth Tessler, concede sentença, similar a de janeiro do ano passado, depois de saber que dezenas de policiais estariam na região
- 12 de junho de 2001: Sob o comando do delegado da PF de Brasília, Antonio Borges Filho, helicópteros, caminhões e cerca de 150 homens, entre agentes federais e soldados do Exército, fecham a Estrada do Colono às 11 horas. Houve confronto entre moradores e policiais durante o bloqueio, mas ninguém saiu ferido

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