Quando Portugal anunciou, em 1500, que descobrira o Brasil, os franceses já vinham há tempos levando madeira daqui para a Europa. Era o pau-brasil, que acabou dando nome à nova terra revelada pelos lusitanos. Ainda hoje estrangeiros (madeireiras da Indonésia, principalmente) extraem plantas brasileiras. No dia 14 de julho de 1955 a Folha noticiava, em sua página 6: ‘‘Interesse internacional na Amazônia’’.
Por coincidência, o francês René Gachat chefiava um ‘‘grupo florestal’’ da FAO (órgão das Nações Unidas para a agricultura e alimentação), encarregado de instalar na Amazônia um centro permanente para formação profissional de operários especializados na indústria madeireira.
Gachat pretendia, como se fosse tarefa fácil, fazer o ‘‘levantamento florestal completo de toda a Amazônia, uma vez que o governo brasileiro está empenhado na solução de aproveitamento da riqueza florestal, sua exploração industrial e as possibilidades de distribuição e comércio’’.
Devastação

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