Hipertenso, cobrador de Ibiporã conta o que faz para se cuidar
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Rafael Souza<br>Reportagem Local 

O primeiro susto com a saúde a gente nunca esquece. O cobrador de ônibus José Reinaldo Marconi, de 52 anos, acreditava estar tudo tranquilo com seu coração até descobrir que era hipertenso. Isso aconteceu há dois anos e desde então, ele não se descuidou mais. Toma os remédios regularmente e segue as orientações de seu médico à risca. "Tinha uma dor de cabeça muito forte, dores na nuca e fui encaminhado ao cardiologista. Até então não sabia, foi um susto", recordou.
E olha que o morador de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) não é daqueles desleixados, que só lembram do médico quando não há mais o que fazer, e que ainda são maioria no Brasil. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde divulgada ontem revelou que quase um terço - 31% - dos homens brasileiros não têm o hábito de ir aos serviços de saúde para acompanhar seu estado de saúde e buscar auxílio na prevenção de doenças e na qualidade de vida.
E a prova de que a maioria só procura um médico mesmo quando a situação está mais crítica é o motivo apontado por eles para deixar os cuidados com a saúde em segundo plano. A resposta mais comum é dizer que não procuraram os serviços de saúde por que nunca precisaram. Foi esse o motivo apresentado por 55% dos entrevistados. Mas uma hora vem a conta desse descaso. E as consequências são graves: eles morrem mais cedo do que as mulheres e de doenças que podem ser prevenidas, como acidentes vasculares cerebrais (AVC), cânceres, infartos e doenças do aparelho digestivo.
Marconi viveu um drama recente, ao perder o pai para o câncer. E talvez isso explique o excesso de cuidados, que ele reconhece ter em alguns momentos. Mas para quem ainda enfrenta uma rotina de trabalho intensa e estressante não há outro caminho. "Sempre faço meu check-up. A cada seis meses vou ao cardiologista e urologista, e faço os exames que são necessários. É importante, deixa a gente mais tranquilo. Penso que temos de nos cuidar, por que hoje em dia uma simples dor de cabeça às vezes pode revelar algo mais grave", comentou o cobrador.
"Me sinto melhor (fazendo o acompanhamento médico regular), pelo menos tenho a palavra certa do médico. Está tendo muito problema que não tinha antigamente, então tem de se cuidar", ensinou Marconi.


