Hillary fumou maconha e forçou Clinton a atuar em Kosovo
Washington, 25 (AE-ANSA) - Hillary Clinton provavelmente fumou maconha quando estudava na universidade e este ano só voltou a falar com seu marido, oito meses depois de ter explodido o escândalo Lewinsky, para intimá-lo a iniciar o bombardeio contra a Iugoslávia, ordem que Bill Clinton teria dado no dia seguinte.
A informação foi dada durante uma entrevista à NBC por Gail Sheedy, autora do livro biográfico "A eleição de Hillary".
Segundo Sheedy, os oito meses de silêncio da primeira-dama terminaram em março, quando numa chamada telefônica disse a seu marido que havia chegado a hora de atacar a Iugoslávia, que promovia uma repressão em Kosovo.
"No dia seguinte ao do telefonema - disse Sheedy -, Clinton ligou para os aliados a fim de dizer-lhes que se inclinava pelos ataques aéreos.
Sheedy, que em seu livro revelou qual foi o primeiro amor da senhora Clinton quando ela estudava na Faculdade de Direito de Yale, cita precisamente o ex-noivo da atual primeira-dama, David Rupert, para falar da maconha. "Alguns de nós fumávamos e inalávamos", disse Rupert.
Quando a autora perguntou se ele e Hillary Clinton também participavam, Rupert respondeu: "Não desejo entrar em detalhes mas pode-se ler nas entrelinhas."
"Eles fizeram tudo o que a gente de sua idade fazia em 1968-69. Iam a reuniões onde se fumava maconha e provavelmente fumaram", disse Sheedy.
Segundo ela, a questão será levantada na próxima campanha eleitoral de Hillary Clinton para o Senado.
A primeira-dama é a única do quarteto formado pelos casais presidencial e vice-presidencial que disse não ter nunca provado a droga.
Clinton afirmou que fumou mas "não inalou", enquanto Al Gore e sua mulher Tipper disseram que provaram maconha quando eram jovens.
Porta-vozes do comitê eleitoral de Hillary, insistiram hoje que a primeira-dama nunca provou nenhuma droga: "Ratificamos o que sempre dissemos", declarou ao The New York Post o porta-voz Howard Wolfson.
Em sua entrevista com a NBC, que será levada ao ar em 29 de novembro, Sheedy fez também outras "revelações". Por exemplo, que o casamento dos Clintons esteve a ponto de terminar em 1990, quando o então governador se enamorou da misteriosa mulher já mencionada nas investigações sobre assédio sexual contra Paula Jones, mas que só foi citada com o apelido de "Jane Doe n.1".
"Clinton ficou obcecado por essa mulher durante 18 meses - disse Sheehy. Esta relação quase foi fatal para o casamento".





