Hillary considera concorrer ao Senado
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 1999
Por Steve Holland 
Washington, 12 (AE-REUTERS) - Agora que terminou o processo de impeachment de seu marido, Hillary Rodham Clinton planeja considerar cuidadosamente a possibilidade de concorrer ao Senado pelo Estado de Nova York em 2000, disseram hoje (12) seus assessores.
Lisonjeada por toda atenção que tem recebido sobre sua possível candidatura, a senhora Clinton não tem feito nada para desencorajar especulações sobre o que seria um evento político sem precedentes - uma primeira-dama em exercício ativamente envolvida numa campanha por uma cadeira política para ela mesma.
"Agora que o julgamento está chegando ao fim ela terá uma chance de pensar um pouco nisso", disse a porta-voz dela, Marsha Berry.
"Algumas pessoas têm estado muito interessadas na especulação e têm falado com ela sobre isto. Mas não é o tipo de coisa que ela tem sido capaz de realmente pensar sobre esta questão", afirmou Berry.
Ela disse que não está claro quando a senhora Clinton tomará uma decisão, acrescentando que a primeira-dama estava simplesmente "aliviada" com o fim do processo de impeachment no Senado.
"O tipo de pessoa que tem falado com ela sobre isto são pessoas que ela respeita, e estou certa de que ela vai considerar a questão muito cuidadosamente", afirmou.
Outros assessores buscaram abafar especulações de que ela poderia anunciar uma decisão já no começo da próxima semana.
Assessores próximos, que pediram para não ser identificados, ainda duvidam que Hillary irá assumir o desafio - particularmente logo depois do difícil ano que teve lidando com o escândalo sexual de seu marido e a consequente tensão em seu casamento.
Mas eles insistiram que ela ainda não tomou uma decisão e quer conversar com seu marido e outros sobre o assunto.
"Ela não sabe o que fará sobre isto", disse um alto assessor. "Obviamente, é muito intrigante como possibilidade política...Obviamente, a primeira-dama está mais do que consciente de que ela tem de deixar o povo de Nova York saber o que ela decidiu. Ela não deseja ser uma estraga prazeres. Se ela preferir não concorrer, ela não vai querer arrastar o assunto e comprometer as perspectivas de outras pessoas".
Democratas de Nova York querem que a primeira-dama explore os brandos requerimentos de residência do Estado e concorra à cadeira do Senado do representante democrata Daniel Patrick Moynihan , que está se aposentado.
Democratas temem que a representante democrata Nita Lowey, que gostaria de concorrer à cadeira de Moynihan, não seja suficientemente conhecida para derrotar o provável candidato republicano, o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani.
Lowey está esperando para ver o que Hillary fará antes de anunciar sua decisão de concorrer.
"Nita tem dito que Hillary é uma amiga e que elas compartilham as mesmas preocupações e que se ela concorrer, ela irá apoiá-la", afirmou um assessor de Lowey, Howard Wolfson.
Ele disse que Lowey está "indo em frente, reunindo-se com nova- iorquinos e fazendo o que é necessário para se preparar para a disputa". Lowey gostaria de tomar sua decisão em abril.
O tempo é uma questão fundamental por causa da preocupação com o levantamento de fundos. Democratas de Nova York avaliam que são necessários US$ 12 milhões ou mais para tocar uma campanha vitoriosa.
Hillary, de 51 anos e nativa da área de Chicago, provocou as especulações com suas frequente viagens a Nova York, incluindo uma aparição em 3 de fevereiro num evento de arrecadação de fundos de campanha com seu marido. Lá, ele fez um discurso no qual falou com desenvoltura e segurança sobre as propostas orçamentárias de Clinton.
Depois dela introduzir seu marido, o presidente respondeu com uma declaração semelhante à feita pelo presidente John Kennedy quando todos os olhos estava sobre sua mulher Jacqueline durante uma visita a Paris.
"Parece-me que é bem provável que eu serei cada vez mais conhecido como a pessoas que vem com Hillary a Nova York", disse Clinton.
O Partido Democrata de Nova York adoraria se ela concorresse.
"Se a primeira-dama decidir concorrer, nós ficaríamos muito excitados com sua candidatura. Entretanto, não estamos contando com sua candidatura e estamos muitos confiantes que uma candidata como Nita Lowey preservaria muito bem o legado do senador Moynihan", afirmou o porta-voz do partido, Matthew Hiltzik.
Ele destacou que uma pesquisa feita entre eleitores registrados pelo Instituto de Opinião Pública Marist mostrou Hillary na frente de Giulanni por 53% a 42%.


