Hillary Clinton não responde a todas as perguntas que lhe fazem
Nova York, 15 (AE-AP) - A primeira dama Hillary Rodham Clinton, que quer ocupar uma das cadeiras do Senado pelo estado de Nova York, concluiu sua viagem de três dias, embora sem responder a todas as perguntas que lhe formularam.
Hillary Clinton, que criou um comitê eleitoral para arrecadar fundos, participou nesta viagem de vários encontros sobre dois de seus temas favoritos, o controle de armas de fogo e a reforma dos seguros de saúde.
A primeira-dama reiterou seu apoio ao estrito controle de armas e à reforma dos seguros saúde, mas em várias ocasiões evitou perguntas que lhe fizeram. Consultada se era a favor de anular o imposto cobrado dos residentes dos subúrbios que trabalham em Nova York, respondeu que "a verdadeira questão é o alto nível de impostos... Os tribunais opinaram sobre isso", alegando que a legislatura estatal anulou o imposto dos viajantes suburbanos.
O prefeito republicano de Nova York, Rudolph Giuliani, que luta pelo mesma cadeira no Senado, se opôs à anulação do imposto, dizendo que a cidade perderia receitas demais.
Para Giuliani, a falta de uma posição definida de Hillary Clinton sobre este tema "indica que ainda não é candidata. Quando for condidata, será obrigada a responder a pergunta".
Em um outro encontro, perguntada se subvencionaria os trabalhadores que não pudessem custear os seguros médicos, a primeira dama respondeu que não sabia exatamente o que faria a este respeito.
Hillary Clinton havia começado a jornada com um debate sobre o uso criminal de armas e criticou energicamente os defensores do direito de portar armas.
Entretanto cometeu um embaraçoso equívoco quando se dirigiu a Alice McEnnaney, cujo filho foi ferido em um tiroteio ocorrido em 1994, aludindo "aos anos transcorridos desde o assassinato de seu filho". A mulher interrompeu-a, e disse que seu filho não foi assassinado. "Meu filho está vivo", disse.
"Graças a Deus", respondeu Hillary.





