Hildebrando e outros 38 presos ficam no Acre, em nova cadeia
afirmou. "De fato, seria melhor que eles pudessem responder às acusações fora do Acre", disse o governador por intermédio de seu porta-voz, Aníbal Diniz. Por causa dos custos - apenas a Polícia Federal gasta R$ 100 mil com cada viagem de Brasília ao Acre - o Ministério da Justiça mandou preparar uma prisão especial. O Comitê Contra a Impunidade, grupo composto por sindicatos, igrejas e organizações não-governamentais, prepara uma série de manifestações contra a permanência dos presos no Acre. O CCI quer que Hildebrando e seu grupo sejam levados para uma das penitenciárias de segurança máxima do País. Poucos gostam de falar sobre o presídio, sempre sugerindo que se procure a autoridade superior para obter informações da obra. Alegando questões de segurança, a PM restringiu fotografias e filmagens no local.Por Edmilson Ferreira Rio Branco, 20 (AE) - Para as autoridades do Acre, a permanência em Rio Branco do ex-deputado Hildebrando Pascoal e de outros 38 presos acusados de envolvimento com grupos de extermínio e tráfico de drogas é um problema. Apesar disso, o governador Jorge Viana inaugura amanhã (21) o presídio do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar, especialmente construído para abrigar suspeitos de ligação com o crime organizado. A prisão tem 11 celas e custou R$ 300 mil aos cofres do governo. A secretária de Segurança Pública, Salete Maia, preparava para esta tarde a tranferência dos presos, mas ficou sabendo que o concreto das grades ainda estava em fase de secagem e decidiu adiar para amanhã a inaguração e para quarta-feira o remanejamento dos presos, que estão distribuídos em quartéis da PM e delegacias da polícia civil. Salete é uma das que defendem que Hildebrando e seu grupo fiquem longe do Acre. "O Estado é potente mas quando se lida com crime organizado é bom que os suspeitos estejam longe do estado por causa da influência que se sabe exerciam sobre as instituições"





