Higiene nos salões de beleza para não comprometer a saúde
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segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Qual o preço da beleza? Seja qual for, não deve ser o da própria saúde, principalmente para as mulheres que frequentam rotineiramente manicures, cabeleireiros e depiladores. No salão de beleza, práticas de higiene e cuidados no uso de alguns produtos vão garantir um belo visual, e evitar doenças como dermatites, micoses, e outras mais sérias, como a hepatite B e C. Afinal, mulheres vão ao salão para ficar mais bonitas e não para ficar doentes.
Os primeiros cuidados começam na hora de ''fazer pés e mãos''. Segundo Maria Antônia de Souza Rodrigues, instrutora de manicure do Senac, o alicate de unha, e qualquer outro apetrecho feito em metal, deve ser esterilizado. O importante, explica, é que fique na estufa por duas horas, em uma temperatura de 170 graus. ''Mas isso tem que ser feito sem ficar abrindo e fechando a estufa, para não interromper o processo de esterilização'', ressalta o coordenador de Vigilância Sanitária do setor de produtos e serviços, Rogério Lampe.
E só depois de meia hora, quando os instrumentos já esfriaram, é que poderão ser utilizados. ''Com o cuidado de pegar, com as mãos limpas, só o alicate que vai usar, para não contaminar os outros'', ensina Maria Antônia.
Tanto cuidado se explica - é muito frequente o contato direto com sangue, por conta de um corte, ao se ''fazer pés e mãos'', e é por meio do sangue que se transmite várias doenças. ''As pessoas têm mais medo da Aids, mas é com o vírus da hepatite que têm que se preocupar, porque ele é resistente por até 48 horas, e se o instrumento não for esterilizado, ele (o vírus) fica ali'', ressalta a instrutora.
Por isso ela também aconselha o uso de palitos e espátulas de metal, que podem ser esterilizados na estufa. ''Se for de madeira, tem que ser usado um para cada cliente'', explica. Outra boa medida, ensina a instrutora, é cada cliente ter o seu próprio kit, com alicate, espátula e lixa.
As bacias utilizadas também devem ser alvo de atenção. Maria Antônia explica que os protetores de plástico devem ser trocados a cada cliente e mesmo assim as bacias devem ser lavadas periodicamente com produtos esterilizantes. Toalhas e lixas também devem ser usadas uma vez só. ''É possível dividir a lixa em duas partes para aproveitá-la melhor e a toalha deve ser trocada a cada cliente'', ensina.
Outra opção para ''fazer as unhas'', ensinada nas escolas de manicure, é o método que não utiliza água em bacias. Neste método, a manicure aplica um emoliente para amaciar as cutículas, coloca um pedaçinho de algodão por cima e borrifa um pouco de água ou soro fisiológico para hidratar. ''Tem cliente que não se adapta, mas é importante que a manicure saiba fazer também dessa maneira'', enfatiza.
E as próprias manicures também devem se cuidar para evitar doenças. ''Minhas alunas aqui usam luvas, máscaras e jalecos, e ainda aconselho a trabalharem de calçado fechado. São cuidados para elas também''.


