Castilho, SP, 16 (AE) - A Hidrovia Tietê-Paraná nem bem começou a operar na capacidade máxima e já causa sérios transtornos ao sistema rodoviário que liga São Paulo e Mato Grosso do Sul, no Noroeste do Estado. O trânsito de 5,2 mil carros por dia sobre a Barragem de Jupiá, entre Castilho, no interior de São Paulo, e Três Lagoas (MS), é interrompido toda vez que uma embarcação faz uso da eclusa para transpor a hidrelétrica no Rio Paraná, o que pode ocorrer a qualquer momento do dia ou da noite.
Navios, iates e graneleiros passam no mesmo nível da pista rodoviária. Uma ponte metálica de 15 metros, pela qual circulam os automóveis, é levantada para a passagem das embarcações, forçando os motoristas à espera. Placas indicativas na Rodovia Marechal Rondon informam aos motoristas que o tempo para a liberação da pista é de cerca de 30 minutos. Na semana passada, porém, muita gente aguardou mais de uma hora. Houve revolta, buzinaço e até publicação de manifestos nos jornais locais.
O gerente de Operação da usina, Custódio dos Reis Príncipe, disse que o trânsito hidroviário vem crescendo, assim como a pressão da população para que seja construída uma ponte exclusiva para os automóveis. "Com a conclusão da barragem de Porto Primavera, o trânsito pelo Rio Paraná só tende a aumentar", afirmou. "Em um ano, deve passar de duas embarcações por semana para uma por dia."

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