Marjayun, Líbano, 30 (AE-AP) O grupo guerrilheiro libanês Hezbollah reconheceu ter matado em atentado à bomba perpetrado na manhã de hoje (30) o segundo comandante da milícia pró-Israel que atua no sul do Líbano, ao detonar o dispositivo junto a uma estrada.
Funcionários de segurança israelense disseram que a bomba explodiu perto do povoado de Dibel, a 60 quilômetros de Marjayun, o maior enclave ocupado pelo exército israelense no sul Líbano.
A vítima, o coronel Akel Hachem, era o segundo na hierarquia do Exército do Sul do Líbano (ESL), milícia auxiliar de Israel na faixa ocupada de 15 quilômetros de extensão. Hachem seria designado sucessor do comandante chefe do ESL, o general Antoine Lahd.
Também hoje, negociadores israelenses e palestinos iniciaram mais uma série de negociações intensivas para a elaboração de um acordo de paz definifito em duas semanas. Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, voltou viajar ao Egito, para reunir-se com o presidente Hosni Mubarak, a fim de discutir a nova série de negociações com os palestinos, assim como o processo de paz com a Síria ataulemente em curso.
As reuniões palestino-israelenses realizavam-se em um local secreto na fronteira dos territórios ocupados com Israel. Os negociadores buscam elaborar um esboço para o acordo de paz definitivo até o prazo final de 13 de fevereiro. Na quarta-feira
chega a Israel o enviado norte-americano Dennis Ross, para participar das conversações como mediador.
Em Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Mundial de Economia, a secretária de estado norte-americana, Madeleine Albright, encontrou-se com o ministro das Relaçõs Exteriores do Egito, Amr Moussa, e com o presidente palestino, Yasser Arafat. Nabil Shaath, o ministro do Planejamento palestino definiu o encontro entre Albright eArafat como "bastante positivo".
A secretária segue hoje para o Egito, indo depois para Israel, no intuito de ajudar na aceleração das negociações.