As dores nas costas podem ter várias causas, segundo o neurocirugião Adelmo Ferreira, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Compleição física, sobrecarga da coluna nas atividades diárias, vícios de postura, obesidade, esporte em demasia, doenças reumáticas que predispõe a flacidez dos ligamentos que sustentam a coluna e o próprio envelhecimento são as principais. Uma das causas mais comuns é a hérnia de disco, deslocamento de um disco intervertebral.
As dores podem ser na região lombar (lombalgias), na cervical (cervicalgia) ou dorsal (dorsalgia). Em casos mais graves, as lombalgias podem irradiar para as pernas. ''Essa é a mais preocupante, a famosa 'travada', porque pode incapacitar a pessoa'', alerta.
Durante as crises, a recomendação é fazer repouso. Aplicações de bolsa de água morna também ajudam. A sabedoria popular que prega que um banho de imersão quente alivia a dor nas costas foi comprovada por uma pesquisa feita por cientistas húngaros. O estudo comprovou que o calor fornecido pela água é um ótimo relaxante muscular e atenuante deste incômodo. Analgésicos e antiinflamatórios devem ser usados só sob orientação médica. E depois que o paciente melhora normalmente são indicadas sessões de fisioterapia.
A tendência, hoje, segundo Ferreira, é diminuir o número de cirurgias. Pesquisas apontaram que, ao final de 10 anos, o resultado é o mesmo, para quem passou e para quem não passou por cirurgia. ''Mais da metade das hérnias de disco são tratadas só com repouso, calor, medicação e fisioterapia. As indicações cirúrgicas foram revistas'', afirma.
A cirurgia é indicada para aqueles pacientes que tem crises muito frequentes e incapacitantes, para quem teve hérnia de disco causada por trauma, para quem tem déficit motor na perna, ou para quem tem alterações como incontinência urinária ou fecal.
Os resultados são bons em 80% a 90% dos casos, mas a principal dificuldade, segundo o médico, é enfrentada dentro do ambiente de trabalho. ''São pessoas jovens, em idade produtiva, que acabam sendo estigmatizadas no local de trabalho, e até perdem o emprego. Poucos conseguem ser deslocados para outra função'', alerta.(C.P.)

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