Hércules leva acusados de tráfico e extermínio
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quinta-feira, 23 de setembro de 1999
Por Edmílson Ferreira 
Rio Branco, 24 (AE) - Os 21 acusados de envolvimento com grupos de extermínio e tráfico de drogas deixaram nesta sexta-feira, (24) às 18h17 a capital acreana em um avião Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) em direção a Brasília, onde ficarão presos na penitenciária da Papuda por 30 dias.
Os últimos a se entregarem à Polícia Federal foram Alexandre Alves da Silva, o Nim, e José Filho de Andrade, o Zé Branco, respectivamente irmão e tio do deputado federal José Aleksandro (PFL-AC) que ocupa a vaga deixada por Hildebrando Pascoal, cassado quarta-feira. Nim e Zé Branco se apresentaram na sede da PF por volta das 17 horas.
Irritado com os jornalistas, Nim deu um empurrão no fotógrafo Alberto Nogueira, do jornal A Tribuna, de Rio Branco. Nogueira conseguiu desviar mas acabou com um pequeno hematoma no braço direito. Agentes da PF contiveram Nim.
Os acusados tiveram de esperar o dia inteiro para viajar por causa de uma pane no motor esquerdo do avião Búfalo, emprestado pela Base Aérea de Manaus para levar o grupo a Brasília.
No começo da tarde chegou o Hércules, que partiu pouco depois do anoitecer. Vinte homens do Comando de Operações Táticas (COT) da PF, o delegado da Polícia Civil Adolfo Régis e o major da Polícia Militar Edvaldo Oliveira acompanharam os presos.
O superintendente da PF, Glorivan Bernardes, anunciou que 10 policiais civis e militares ainda continuam sendo investigados por narcotráfico e assassinatos.
Um clima de tensão e comoção tomou conta do aeroporto de Rio Branco na partida do Hércules. Dezenas de parentes dos acusados se espremiam na grade de proteção, alguns chorando e gritando, para fazer as últimas despedidas.


