Hepatite e sífilis endêmicas entre bi e homossexuais
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de junho de 1997
Agência Estado Rio 
A hepatite B e a sífilis são doenças endêmicas entre os bissexuais e homossexuais do Estado do Rio. Esta conclusão se baseia nos números do último boletim editado pelo Praça Onze - projeto de pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com homens que fazem ou já fizeram sexo com outros homens. Dos 650 voluntários pesquisados entre agosto de 1995 e janeiro de 1997, 239 (36,7%) tiveram em algum momento contato com o vírus da hepatite B.
O número que mais surpreendeu o coordenador do projeto, Mauro Schechter, foi o relacionado à sífilis, que atingiu 109 (16,7%) dos pesquisados. No caso da sífilis, a doença estava em andamento sem que a pessoa soubesse, observou.
Os que tiveram a hepatite B detectada pelo teste anti-HBC foram orientados a procurar a rede pública de saúde, já que o objetivo do projeto, financiado pela Universidade de Pittsburgh, dos Estados Unidos, é fazer um estudo dos fatores de risco do HIV.
Não há como afirmar que a infecção pelo HIV está associada à hepatite B, observou Schechter, professor-titular de doenças infecciosas da UFRJ.


