Hepatite cresce em Rio Branco e preocupa governo
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segunda-feira, 07 de julho de 1997
Agência Estado Rio Branco 
Mais de 70% dos moradores de Rio Branco, capital do Acre, estão infectados pelo vírus da hepatite. Na cidade, a doença mata mais que os homicídios e acidentes de trânsito juntos. Só nos três primeiros meses deste ano a capital registrou 18 mortes em consequência da doença, segundo dados da Associação dos Portadores de Hepatite do Acre (Aphac). De acordo com a Aphac, há pelo menos 26 mil doentes crônicos de hepatite na capital. No entanto, a associação admite só ter cadastrado pouco mais 1,5 mil casos.
O subsecretário de Saúde do Acre, Sérgio Bruno Frederico, admitiu ontem que os casos de hepatite no Acre já se tornaram endêmicos. No entanto, o subsecretário considerou exagerada a projeção de que 70% da população de Rio Branco teria algum tipo de hepatite, conforme divulgado pela Aphac. Bruno Frederico confirmou que de cada 100 bolsas de sangue coletadas no Hemoacre, 70 delas são jogadas fora uma vez que o sangue se encontra infectado por hepatite, sífilis, Doença de Chagas, HIV, dentre outras doenças. Frederico admite que a situação é preocupante.


