Hepatite A deixa saúde em alerta
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de abril de 2001
Maurício Borges De Apucarana 
As autoridades sanitárias estão em estado de alerta para um possível surto de hepatite A em Novo Itacolomi (52 km ao sul de Apucarana). Nas últimas semanas 14 alunos da Escola Municipal Francisco Ribeiro Franco foram afastados das aulas com suspeita da doença. Segundo a 16ª Regional de Saúde de Apucarana, até o momento três casos foram confirmados em exames de sorologia realizados em laboratórios particulares. Para nós isso será oficializado apenas depois que o resultado for confirmado pelo Laboratório Central, em Curitiba, disse o chefe da 16ª RS, Reinaldo Aranda.
Conforme Aranda, o que existe são casos suspeitos, mas a situação requer um rigoroso controle. Isso já vem sendo feito com o envolvimento de funcionários do setor de epidemiologia da Regional de Saúde, disse. Aranda lembrou que a Secretaria Municipal de Saúde está orientando professores e funcionários da escola para controlar a situação.
Mesmo antes da confirmação dos casos, a 16ª RS admite a possibilidade de ocorrência do surto e acredita que outros estudantes apresentarão os sintomas da doença. A hepatite A surge por contaminação de alimentos e da água por falta de higienização. Isso deve ser evitado com muita orientação, disse Aranda.
Desde que o problema foi detectado funcionários da saúde pública de Novo Itacolomi e da 16ª RS estão ministrando palestras aos professores, alunos e merendeiras da escola, que tem mais de 600 estudantes, a maiora da zona rural. Outros cuidados adotados foram a limpeza da caixa dágua e fervura dos talheres usados na alimentação. Além disso, os alunos estão sendo orientados a lavar bem as mãos antes da merenda e a evitar o consumo de água não tratada e de alimentos crus não lavados.
Os primeiros sintomas da hepatite do tipo A são dores abdominais, diarréia, vômito, febre e um tom amarelado na pele. O tratamento é feito com repouso e dieta controlada. No tipo mais grave da doença (tipo B) a contaminação se dá através do sangue, principalmente na utilização de equipamentos de enfermagem.
No ano passado, a 16ª Regional de Saúde, mobilizou-se para controlar um surto da doença no município de Mauá da Serra. Nos demais municípios do Vale do Ivaí, a situação está sob controle, conforme assegura Reinaldo Aranda.


