Cada feriado prolongado é motivo de apreensão para os bancos de sangue devido à possibilidade de solicitação emergencial. Para evitar o desabastecimento, normalmente, eles aumentam o estoque em coletas extras realizadas em universidades, empresas, igrejas e locais públicos.
O Hospital Universitário (HU), de Londrina, possui 40% a mais de hemácias (um dos principais elementos do sangue) em relação ao mesmo período de 2005. Segundo a assistente social Eliana Aparecida Palu Rodrigues, esse aumento é resultado da solidariedade que os participantes do 26º Congresso Brasileiro de Zoologia demonstraram pelos colegas feridos no desabamento de uma marquise na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no início do evento, há 10 dias. Em dois dias, o hemocentro do HU coletou entre eles 150 bolsas de sangue. A maioria delas ainda está disponível e serão reforçadas pela doação obtida na Igreja Presbiteriana Independente, no último sábado.
Diariamente, o HU recebe, em média, 39 doações das quais, geralmente, 34 são aproveitadas. O restante é descartado por inaptidão clínica (contra-indicação médica). Ano passado, 3,86% do sangue recebido neste estabelecimento foram reprovados nos testes de sorologia feitos após a coleta. ''Estamos bem abaixo dos 8% aceitos pelo Ministério da Saúde e, em termos de qualidade, preenchemos todos os requisitos'', afirmou a assistente social.
Para doar sangue é necessário ter entre 18 e 65 anos de idade, portar documento de identidade com foto, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde, não apresentar comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis, não ser gestante, não ter adquirido hepatite após os 10 anos de idade e estar em jejum alcólico, no mínimo, há 12 horas. De acordo com Eliana a previsão de necessidade baseia-se no número de pacientes internados, quantidade de cirurgias marcadas e época do ano.
A recomposição total dos elementos sanguíneos doados por uma mulher demora, no máximo, 90 dias em função da menstruação. No caso dos homens, esse período cai para dois meses. Isso quer dizer, que doadores femininos podem colaborar quatro vezes por ano e os masculinos, cinco.
Apesar da imprevisibilidade, os hemocentros necessitam sempre do tipo O e A positivo porque são os mais comuns entre os brasileiros. Da mesma forma, também é imprescindível boa quantidade de O negativo (doador universal) para emergências nas quais o tipo sanguíneo do paciente é desconhecido.
A quantidade de informação a respeito da segurança na captação de sangue ainda não é suficiente para quebrar tabus como: dor e desgaste físico na coleta, transmissão de doenças, dificuldade para recuperação do organismos e necessidade de doação constante. ''Dos mais de 70 mil doadores cadastrados em nosso hemocentro, pouco mais de 25 mil doaram mais de uma vez'', comentou Eliana.
A próxima coleta externa do HU acontecerá, amanhã, no Centro de Ciências Empresariais e Sociais Aplicadas, da Unopar (ao lado do Shopping Catuaí), entre às 8h30 e 11h30 e 18h30 às 21h30.

Serviço:O hemocentro do HU funciona de segunda a sábado, das 8h30 às 17h30. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (43) 3371-2465.

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