Londrina - Para comemorar a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue, o Hemocentro Regional de Londrina iniciou, ontem, uma série de atividades, entre elas, coffee break para doadores e entrega de brindes.
A professora Débora Graciela Radenti é doadora há muitos anos. Natural de Córdoba, na Argentina, ela conta que depois que se mudou para o Brasil continuou doando sangue. ''Recebemos um cartãozinho que mostra a data em que poderemos doar novamente. Eu coloco na porta da geladeira e assim não me esqueço.''
Segundo a assistente social do Hemocentro, Eliana Palú Rodrigues, que é responsável pela coleta, homens podem doar a cada três meses e as mulheres a cada quatro. O casal Alexandro e Marilúcia Dans também é doador habitual e explica que o processo é rápido e indolor. Eles contam que a filha, de 17 anos, também quer ser doadora. ''Ainda não deu certo, mas tanto ela quanto nosso outro filho já sabem como é a doação. Se todos viessem habitualmente, não haveria a necessidade de ficar convocando os doadores'', comenta Dans.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 3% a 5% da população sejam doadores de sangue para a manutenção do estoque. De acordo com o diretor do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Paulo Roberto Hatschbach, no Paraná, apenas 1,9% da população é voluntária.
Eliana Rodrigues afirma que em média, o Hemocentro recebe 1.250 doações por mês, sendo que 950 são consideradas aptas. ''O ideal é que esse número fosse 30% maior, para garantir o equilíbrio e não haver risco de faltar sangue'', explica. Segundo ela, é difícil atingir esse índice no Brasil.
''Nas regiões mais populosas é mais fácil, mas acredito que é um fator cultural, as pessoas não têm o hábito. Além disso, com a correria do dia a dia, muitos acabam se esquecendo, nem todas as empresas liberam os funcionários para fazer a doação. Há também aqueles que têm medo da agulha, ou de saber que tem alguma doença'', comenta.
Tânia Anegawa, médica do Hemocentro, explica que algumas pessoas passam mal porque ficam ansiosas, não dormem direito ou vão fazer a doação em jejum. Segundo ela, quem tem interesse em doar pode agendar uma visita ao Hemocentro para saber como é o processo de doação, assim como solicitar um veículo para o transporte de doadores. ''Precisamos que haja um número razoável de pessoas, mas é mais fácil do que deslocar o ônibus equipado para doação.''

Serviço: O telefone do Hemocentro para informações é (43) 3371-2218 e para agendar visitas ou o transporte é (43) 3371-2465.

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