Helisul quer
voltar a operar
dentro de parque
Ibama fechou heliponto alegando
poluição sonora e danos à fauna
Flávio Moura
Especial para a Folha
Ney de Souza
A Helisul, empresa de táxi aéreo que faz vôos panorâmicos sobre as Cataratas do Iguaçu, continua insistindo junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que as decolagens e pousos de seus helicópteros voltem a ser permitidos no heliponto dentro do Parque Nacional do Iguaçu. A empresa está operando fora do parque desde novembro, quando o Ibama fechou o heliponto alegando poluição sonora e danos aos ovos de pássaros que habitam as proximidades do local.
Após a proibição, os helicópteros passaram a utilizar um heliponto que fica a sete quilômetros de distância das Cataratas, na entrada do parque. Com o aumento do percurso, o custo do vôo turístico, que dura 10 minutos, subiu de R$ 50,00 para R$ 60,00 por pessoa e o movimento caiu cerca de 50%. O diretor da Helisul, Celso Biesuz, acredita que terá que rever custos e despesas se a situação perdurar por muito tempo. ‘‘Estamos cogitando até mesmo corte no pessoal’’, afirma.
Ney de SouzaPrejuízoHelicópteros
passaram a utilizar um heliponto
que fica a sete quilômetros
de distância das Cataratas,
na entrada do parque;
o vôo turístico,
que dura
10 minutos,
subiu de
R$ 50,00
para
R$ 60,00
por pessoaA empresa sustenta sua defesa em dois laudos, um do próprio Ibama, de 1996, e outro do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que afastam a possibilidade de danos ao meio ambiente nas imediações do antigo heliponto. ‘‘Não consigo entender porque estes documentos são ignorados’’, questiona Biesuz, que continua tentando negociar com o Ibama.
Por enquanto, a Helisul não pretende apelar para a via judicial. ‘‘Seria uma luta muito desgastante’’, descarta o diretor. Além disso, a empresa correria o risco de que o contrato em vigor com o Ibama, que vai até 1999, será rescindido.
Os quatro helicópteros que realizam os vôos turísticos são de fabricação americana. Transportam quatro passageiros em cada viagem. De acordo com a empresa, 80% dos clientes são estrangeiros. ‘‘Antes, a maioria se decidia pelo vôo emocionada com a visão das Cataratas. Agora, sobraram os clientes que já planejavam o vôo’’, explica Biesuz.

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