Helicóptero não tinha autorização para efetuar vôo
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terça-feira, 06 de janeiro de 1998
Agência Estado Rio de Janeiro 
O helicóptero Esquilo PTHNB que caiu em Angra dos Reis (RJ) domingo à tarde, provocando a morte do empresário Eduardo Tapajós, de 68 anos, não estava autorizado a trafegar. De acordo com o Departamento de Aviação Civil (DAC), o aparelho estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) suspenso porque o seguro da aeronave havia vencido em 1997 e não fora pago.
O DAC criou uma comissão para investigar as causas do acidente. Tapajós era dono do Hotel Glória, um dos mais tradicionais do Rio. Ele afundou preso ao cinto de segurança do helicóptero e até ontem seu corpo não havia sido encontrado.
As buscas ao corpo foram reiniciadas ontem às 6h50, com o auxílio de um helicóptero e duas lanchas da Capitania dos Portos e do Corpo de Bombeiros de Angra dos Reis. À tarde, partes da aeronave foram encontradas a uma profundidade de 42 metros, a 4 quilômetros da costa, em Angra dos Reis. Pescadores acharam documentos de Tapajós e a carta náutica do helicóptero e os entregaram à Capitania dos Portos.
Tapajós viajava para o Rio - passou o domingo em sua casa de veraneio, em Angra dos Reis -, com a mulher Maria Clara Tapajós, de 53 anos, e os amigos Márcio Artiaga, de 27 anos, e Letícia Mello, de 22 anos, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello. Os três acompanhantes e o piloto Vicente Paulo Cardoso conseguiram se salvar.


