O helicóptero prefixo PT-HTL, que levava técnicos das Furnas Centrais Elétricas para inspecionar torres de transmissão de energia caiu ontem à tarde em Nova Cantu (120 km ao sul de Campo Mourão). O eletricista de torres de transmissão, João Batista Parvas, de 37 anos, morreu no local. Um outro técnico que estava na aeronave, José Duque Viana, teve apenas ferimentos leves e o piloto Floriano Nolasco saiu ileso.
Segundo informações de policiais militares, que conversavam com o piloto, o acidente aconteceu com o helicóptero a cerca de 50 centímetros do chão. A aeronave tinha descido para pegar Parvas, que havia acabado de inspecionar a torre 506 das linhas 1 e 2 de Furnas, que vão de Foz do Iguaçu a Ivaiporã. No momento em que ele subia no helicóptero, uma ventania fêz o piloto perder o controle da aeronave. O helicópetro virou, bateu a ponta da hélice no chão e tombou por cima de Parvas.
Um terceiro técnico de Furnas que fazia parte da equipe, Manoel Pereira de Andrade, estava fazendo inspeção numa torre ao lado, cerca de 100 metros de distância. O técnico ferido, José Duque Viana, foi levado para um hospital de Nova Cantu e depois para Campo Kourão. O corpo de Parvas foi para o Instituto Médico legal (IML) de Campo Mourão. A PM isolou a área, que fica na Fazenda Caratuva, e deve manter uma equipe cuidando do helicóptero até a chegada de peritos da Aeronáutica.
‘‘Nunca aconteceu um acidente deste tipo em Furnas’’, lamentou o técnico em segurança da empresa, Luiz Antônio Bueno. ‘‘É um trabalho que depende de cautela e por isso é feito com cuidado’’. Bueno lamentou que Parvas tenha morrido por causa das bombas encontradas domingo, em Nova Tebas, e quarta-feira , em Pitanga. É que todo o trabalho de inspeção começou a ser feito ontem, por causa da descoberta dos explosivos, que chegaram a derrubar uma torre. Outras duas só não caíram porque as bombas falharam e foram desativadas.
Segundo Bueno, a equipe que estava no helicóptero que caiu havia saído de Ivaiporã pela manhã. Eles percorriam as linhas 1 e 2 em direção a Foz do Iguaçu e deveriam se encontrar com uma outra equipe que tinha saído de Foz. Parvas morava em Ivaiporã, era casado e tinha duas filhas.
A fiscalização não será interrompida. A determinação é do ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, que, bastante chocado segundo sua assessopria, também orientou que seja dada toda a assistência às famílias do morto e dos feridos. Ele tomou conhecimento do acidente logo depois das 14h15, por meio do presidente de Furnas, Luís Laércio Simões Machado.

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