Helicóptero cai e mata três funcionários da Cemig
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domingo, 21 de março de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 22 (AE) - Três pessoas morreram hoje pela manhã na queda de um helicóptero da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), perto de Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais. Morreram o piloto e dois funcionários da empresa, que trabalhavam na manutenção da rede elétrica
Segundo a direção da Cemig, o helicóptero, modelo Bell Ranger 206-LA e de prefixo PT-YAA, era pilotado por Ricardo Barros Monteiro Castro, de 40 anos. Também morreram no local os técnicos Paulo Roberto Costa, de 40 anos, e Wender Ferreira da Silva, de 25. O aparelho caiu provavelmente depois de chocar-se com o cabo de pára-raios de uma linha de energia elétrica, no cruzamento entre as redes da Cemig e da fábrica de celulose Cenibra, em Nova Caravela, a 7 quilômetros de Ipatinga.
De acordo com a empresa, os técnicos faziam "uma inspeção de rotina nas linhas entre as subestações de Ipatinga 1 e Ipatinga 3 quando o acidente aconteceu. A direção da estatal informou que o aparelho passou por manutenção há poucos dias e por uma "revisão geral", no final de 1998. O acidente está sendo investigado pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) e a possibilidade de defeito não está descartada.
O helicóptero ficou totalmente destruído. A empresa tem dois aparelhos para inspeções nos cerca de 20 mil quilômetros de suas linhas de transmissão. Este tipo de operação consiste em vôos bem próximos à rede, para que os técnicos possam avaliar visualmente o estado de cabos, conectores, isoladores e outros equipamentos.
Bell - O aparelho é da mesma fábrica de outro helicóptero que caiu perto de Belo Horizonte no final de fevereiro, matando a presidente do Banco Rural, Júnia Rabello, e um de seus funcionários. A aeronave do Banco Rural, modelo 407, perdeu parte da cauda pouco antes da queda, em razão de um problema estrutural. O problema havia sido identificado pela própria Bell, em 1998.
Para evitar acidentes, a empresa determinou a todos os proprietários daquele tipo de aeronave que reduzissem de 260 km/h para 213 km/h a velocidade máxima dos aparelhos. Como o piloto do helicóptero de Júnia garantiu não ter desrespeitado o novo limite, o DAC chegou a suspender todos os vôos dos modelos 407 - cerca de 41 unidades, no País - até que as investigações fossem concluídas. A determinação, no entanto, foi revogada poucos dias depois.


