Rio, 22 (AE) - O porta-voz da Heineken, Holtz Appel, negou hoje, em entrevista por telefone de Amsterdã, na Holanda, que a cervejaria tenha uma proposta de aumentar sua participação na Kaiser. A notícia foi divulgada pela agência de notícias Bloomberg, que chegou a informar que o presidente mundial da maior cervejaria do mundo, Kersten Vursteen, estaria nesta semana no Brasil para discutir o negócio.
"Posso assegurar que, neste momento, o senhor Vursteen está na Tailândia", disse Appel. A expectativa de compra de parte da empresa brasileira pela Heineken aumentou porque o vice-presidente da cervejaria holandesa, Anthony Ruys, chegou ao Rio ontem e deve encontrar-se amanhã, em São Paulo, com representantes da Kaiser.
Appel esclareceu que Ruys está no Brasil em uma visita regular, porque a Heineken tem participação minoritária, de 14%, na cervejaria brasileira. "Como somos um dos acionistas, todo ano nós visitamos a empresa", afirmou o porta-voz. Ele acrescentou que a cervejaria holandesa está "sempre interessada" em discutir novos negócios - mas nunca recebeu nenhuma proposta em relação à Kaiser.
O porta-voz não soube explicar porque a agência "Bloomberg" divulgou entrevista com Vursteen dizendo que a Heineken estaria negociando a compra de uma maior parte na sociedade da Kaiser. "Não li a entrevista", disse Appel. "Mas nós nunca declaramos que queremos aumentar nossa participação na Kaiser", garantiu.
Coca-Cola - Mesmo com a negativa da Heineken, ainda há no mercado a expectativa de que a Coca-Cola estuda a venda de sua participação de 10% na Kaiser, cujos sócios majoritários são empresas produtoras e distribuidoras dos refrigerantes produzidos pela empresa americana. Segundo analistas, a intenção da Coca-Cola é concentrar-se no mercado de bebidas não-alcoólicas.
A participação no mercado de cervejas aumentaria os custos da companhia de refrigerantes porque os canais de distribuição e as formas de estoque da cerveja e dos refrigerantes são diferentes. A Coca-Cola já declarou publicamente que entrou com participação de 10% na Kaiser para assegurar que seria informada e participaria da definição de estratégias dos fabricantes dos refrigerantes neste outro negócio.

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