O HC (Hospital das Clínicas) de São Paulo começa a usar amanhã uma nova máquina para aumentar a segurança dos medicamentos distribuídos para os pacientes.
O novo equipamento vai substituir os funcionários que cortam e embalam, em doses unitárias, cerca de 800 medicamentos diferentes usados no hospital. A grande vantagem é que cada uma dessas novas unidades vai manter todas as informações contidas na embalagem original. Cada dose ou comprimido terá o nome da droga, a marca do laboratório, o número do lote, a data de validade e até o código de barra.
A nova máquina tem capacidade para ‘‘produzir’’ 180 unidades em apenas um minuto. Ela é belga e custou R$ 200 mil ao Hospital de Clínicas. O que ocorre hoje no HC é que, como os funcionários cortam as cartelas de comprimidos manualmente, o medicamento acaba ficando descaracterizado, sem o nome ou a marca do fabricante. Isso reduz a segurança dos medicamentos e dificulta o controle.
Outra vantagem do uso da máquina belga será a redução do desperdício. O fato de muitos comprimidos acabarem sem identificação quando são transformados em doses unitárias obriga os funcionários a jogar fora drogas de difícil identificação.

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