HC tenta livrar delegado da cadeia
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quarta-feira, 08 de maio de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Londrina Foi ajuizado ontem um pedido de habeas corpus (HC) no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) em favor do delegado Valdir Abrahão. Hoje completa um mês de sua prisão.
Abrahão chefiava a 17ª Subdivisão Policial de Apucarana (Centro-Norte), mas foi afastado do cargo depois de deflagrada a Operação Jolly Roger. Ele foi preso juntamente com outras 25 pessoas sob acusação de formação de quadrilha, corrupção ativa, passiva e falsidade ideológica.
O grupo foi acusado pela promotoria pública de produzir e comercializar bonés e camisetas falsificadas. Parte deste vasto material abastecia o mercado de rua de São Paulo. De acordo com a denúncia, empresários do ramo de confecções pagavam propina de cerca de R$ 3 mil por mês cada para policiais evitarem fiscalizar indústrias e garantir trânsito livre de mercadorias na cidade de Apucarana.
O advogado Romeu Amaral, que defende o Valdir Abrahão, sustenta que não há provas materiais que sustentem a prisão preventiva do delegado. "Não tem gravação, ligação ou nada do tipo comprove que o doutor Valdir tivesse atendido os empresários, não existe nenhuma prova material do fato denunciado pela promotoria pública. Além do mais, não haveria necessidade da prisão preventiva já que ele foi afastado do cargo (pela Secretaria de Segurança Pública), não tem mais poder de mando."
Abrahão está detido na carceragem do Centro de Triagem de Curitiba. "Sempre foi um homem íntegro, de reputação ilibada. Na ficha dele nunca teve nenhuma sequela contra ele, pelo contrário, várias honrarias e títulos de gratidão", defendeu. Abrahão é delegado desde 2004. Ele ocupou cargos em Londrina, Cambé e Apucarana.


