HC precisa R$ 1 mi a mais por mês para equilibrar contas
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
André Amorim<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Para deixar suas contas equilibradas e garantir qualidade nos 840 mil atendimentos que realiza por ano, o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) precisa de pelo menos R$ 1 milhão a mais por mês. ''A contratualização de um milhão a mais com o Ministério da Saúde resolve o problema'', garantiu o reitor da UFPR, Carlos Moreira Júnior, que expôs a situação financeira do Hospital.
Segundo ele, ao final de 2006 o quadro do HC era crítico, com uma dívida acumulada de R$ 20,8 milhões. ''Em 2007 iríamos pelo mesmo caminho, não houve mudanças na tabela (de serviços pagos pelo Sistema Único de Saúde). Graças a Deus em dezembro conseguimos arrecadar, na última hora, doze milhões'', afirmou. Com isso, o HC iniciou 2008 em uma situação mais confortável, com uma dívida de R$ 6,4 milhões.
Em apenas cinco dias, entre 26 e 31 de dezembro de 2007, a entidade recebeu R$ 11,9 milhões. Em repasses da UFPR foram R$ 2,7 milhões; do Ministério da Educação (MEC) vieram R$ 2,3 milhões em verbas emergenciais e outros R$ 1,2 milhão. O SUS acertou pagamentos atrasados de cerca de R$ 4,7 milhões e a bancada federal paranaense garantiu emendas parlamentares no valor de R$ 914.750,00.
O total desses repasses, quase 12 milhões, representa o valor que o hospital precisa para colocar as contas em ordem, R$ 1 milhão por mês durante doze meses.
Segundo o diretor do HC, Giovanni Loddo, em 2006 ele e uma comitiva formada pelo reitor, deputados e senadores paranaenses foram ao Ministério da Saúde solicitar a contratualização dessa verba adicional, mas não houve acordo. Segundo Moreira, ''O problema é que muitas coisas não são pagas (pelo Ministério da Saúde). Isso não é nenhum favor que estamos pedindo'', avalia. Caso não seja feito nenhum ajuste nos repasses ao Hospital, a tendência é que a dívida continue e aumente em 2008.
Outro problema apontado por Loddo é a falta de recursos humanos. A intenção no ano passado era aumentar em 130 o número de leitos do Hospital, no entanto, isso não foi possível por falta de profissionais. No setor de transplante de medula óssea, uma das grandes especialidades do HC, uma nova ala não foi aberta por esse motivo.


