HC mantém atendimento mesmo com a greve dos servidores
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segunda-feira, 28 de junho de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O primeiro dia de greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ontem, teve pouca adesão. Pelo menos, no Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba, onde mais de 61% dos funcionários estão lotados, 16 servidores dos turnos da manhã e tarde aderiram à paralisação, segundo informações da direção do hospital. Nenhum serviço no HC ficou comprometido.
O Sindicato dos Trabalhadores em Instituições de Ensino Superior (Sinditest) não tinha um levantamento do número de funcionários que cruzaram os braços. A paralisação, lembrou o presidente do Sinditest, Moacir Freitas, é resultado do não cumprimento do termo de compromisso assinado pelo governo federal, que previa o pagamento de uma gratificação em junho, retroativo a maio, e a implantação de um plano de carreira.
Freitas acredita que o movimento deva ganhar força a partir de hoje, quando começam, efetivamente, os trabalhos de mobilização pelo comando de greve e comissão de atividades, constituídos na assembléia realizada na manhã de ontem. O sindicalista garantiu que não é interesse da categoria prejudicar os pacientes. O sindicato deve orientar os servidores para assegurar que 30% do efetivo dos setores essenciais continuem trabalhando.
O diretor do Corpo Clínico do HC, Celso Araújo, disse na tarde de ontem que quatro setores do hospital registraram falta de funcionários. Mas observou que, somente na quarta-feira, quando se completarem os turnos de todos os 2.176 é que será possível fazer uma avaliação. A intenção da direção do HC, segundo ele, é manter o hospital funcionando, mesmo que, para isso, seja necessário convocar servidores para estender suas jornadas de trabalho, pagando hora-extra. O hospital conta com mais 1,2 mil funcionários contratados pela Fundação da UFPR (Funpar), que seguem outro acordo salarial e não estão no movimento.
Ontem, o HC tinha 420 pacientes internados. De acordo com Araújo, diariamente, são atendidas cerca de 3,5 mil consultas. O hospital realiza uma média diária de 50 cirurgias.
A última greve no HC, em 2001, durou perto de 100 dias. Na ocasião, o atendimento foi suspenso e os casos graves encaminhados para outras instituições. Os funcionários voltaram ao trabalho por determinação judicial.
O reitor da UFPR, Carlos Moreira Júnior, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que na universidade, onde há 1.375 servidores técnico-administrativos estão lotados, não houve prejuízo aos serviços. A UFPR não registrou nenhuma falta. O reitor, segundo a assessoria, espera que o governo federal resolva o impasse com os funcionários já que existe um acordo.


