HC garante medicamento por mais quatro meses
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quinta-feira, 31 de maio de 2007
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Os 117 pacientes do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que poderiam ter o tratamento de leucemia suspenso por falta do medicamento Glivec, vão receber o remédios normalmente. Pelo menos pelos próximos quatro meses. Segundo o diretor do HC, Giovani Loddo, o Ministério da Saúde conseguiu convencer o laboratório a fornecer o medicamento pelo preço praticado em 2001 (o mesmo valor repassado pelo Sistema Único de Saúde aos hospitais). Se faltar o produto, será pelo prazo máximo de uma semana. ''O acordo foi feito. Agora vou pedir que a remessa do medicamento seja adiantada para que não falte para os pacientes -já que não existe nenhum outro similar comercializado no Brasil'', disse o diretor do hospital.
Nos próximos quatro meses, o governo federal pretende encontrar uma alternativa -que será divulgada após análise do preço internacional do Glivec e negociações com o laboratório para que reduza o valor do medicamento. O impasse com o Glivec começou há dois anos, quando a Novartis, fabricante do produto, aumentou o preço do remédio e o Ministério da Saúde (MS) continuou repassando o valor antigo, sem reajuste para o HC -o que significava um rombo de R$ 56 mil por mês para os cofres do hospital. Com um novo aumento de 3,64%, o HC informou que não mais iria comprar o produto porque não teria como arcar com os prejuízos -já que a diferença entre o valor pago para a fabricante e o repassado pelo governo federal aumentaria.
O Hospital de Clínicas trabalha com o Glivec há seis anos, desde que o produto ainda estava em fase de testes. Atualmente, 117 pessoas recebem tratamento com o remédio no hospital. Outros três pacientes por mês são atendidos pelo programa. Além de ser importante no tratamento da leucemia mielóide crônica, o medicamento também vem sendo usado no combate a tumores sólidos. O Ministério da Saúde informou que investe por ano R$ 250 milhões no tratamento da leucemia mielóide em todo o Brasil.


