Campinas - O Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a 90 quilômetros de São Paulo, confirmou ontem a internação de um menino chinês de 4 anos que pode ser vítima da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), ou pneumonia atípica. Segundo boletim do HC, a suspeita ainda necessita de confirmação.
O garoto foi levado para o HC da Unicamp na segunda-feira, transferido de Sorocaba. Ele estava acompanhado pelo pai e por um tio, que não falam português. Segundo o boletim divulgado pela universidade no final da tarde de ontem, a criança chegou ao Brasil no final do mês passado, vinda da província de Guandong, maior foco da epidemia na China. O boletim informou ainda que o menino estava sem febre na tarde de ontem, apresentou melhoras e poderá ter alta médica hoje. Ainda de acordo com o comunicado, são raras as crianças atingidas pela pneumonia atípica, que se manifesta principalmente em adultos de 25 a 70 anos.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Unicamp, o hospital dispõe de uma área de isolamento de 16 leitos, especiais para internação de pacientes com microorganismos de transmissão por aerossóis. Essa área foi originalmente desenvolvida para abrigar pacientes tuberculosos.
A Assessoria informou ainda que todas as pessoas que tiveram contato com o garoto foram submetidas a exames médicos no hospital para avaliar se houve infecção, mas não detalhou o número de examinados.
Na China -Na província chinesa de Guangdong (sul), o diretor da Secretaria da Saúde assegurou que a doença pode ser prevenida e curada. ''O número de casos diminui rapidamente (...), nossas medidas para prevenir a expansão da doença são eficientes e a maioria dos pacientes pode ser curada'', declarou Huang Qingdao.
Segundo a Secretária da Sa© úde de Guangdong, o número médio de novos casos diários caiu de 17,43 no início de março para 7,57. No total, 1.271 casos foram registrados na China, dos quais 53 fatais. Huang afirmou que não há qualquer prova de que a enfermidade tenha como origem a província de Guangdong, onde quatro especialistas da Organização Mundial da Saúde, chegados na quinta-feira passada, concluíram sua primeira investigação.
Em Hong Kong, uma equipe com trajes para guerra bactereológica começou a desinfetar um prédio considerado centro de propagação da epidemia no território. Em um total de 883 casos registrados, dos quais 23 fatais, 278 viviam no edifício em questão.

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