O consultor de logística da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Luiz Fayet, informa que cerca de 85% dos produtos gerados pelo agronegócio brasileiro são destinados ao mercado interno. Porém, o volume que é exportado ''salva'' as contas externas do País e é responsável pelo superavit comercial. Os produtos com maior volume de exportação, lembra ele, são os complexos soja, carne (principalmente de frango) e sucroalcooleiro. ''Há ainda nichos de mercado que, embora não tenham grande representação nacional, são importantíssimos regionalmente, como fumo e couro (Região Sul) e frutas (Nordeste).''
Fayet lembra que a população mundial - 7 bilhões, até o final de 2011 - cresce o equivalente a um Brasil por ano e que já está faltando terras para produzir alimentos. ''As disponibilidades de áreas agricultáveis e economicamente viáveis no mundo são relativamente escassas, e aproximadamente uma quarta parte delas está no Brasil.'' Além disso, o País conta com clima favorável, tecnologia e boa gestão. O consultor afirma porém que, pela maior concentração de países no Hemisfério Norte, mais de 80% da produção mundial e do consumo ainda estão nesta parte do planeta.
A Organização das Nações Unidas calcula que até 2030 a produção de carne precisará crescer 48% para atender a demanda; milho, 30%; óleos vegetais, 43%; açúcar, 60%; e arroz, 19%. Para responder a este aumento de consumo, os grandes produtores de alimentos como o Brasil, os Estados Unidos, a Austrália e a Argentina, precisarão ampliar sua área agrícola e tornar a atividade mais eficiente. (S.L.)

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