Brasília, 03 (AE) - O vice-líder do governo na Câmara, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), começa a articular, na próxima semana, um movimento pela aprovação de um regime único de Previdência, que acolha tanto os segurados que trabalham na iniciativa privada quanto os funcionários públicos, inclusive militares e magistrados. A proposta de Hauly foi apresentada na forma de emenda à proposta de emenda constitucional que possibilita a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos (PEC dos inativos), que está tramitando na Câmara dos Deputados.
No regime proposto pelo deputado, todos os trabalhadores teriam o mesmo teto de aposentadoria, hoje fixado em R$ 1.255 32. A regra alcançaria apenas os funcionários que ingressassem no serviço público após a promulgação da emenda constitucional. Hauly, que está passando as férias com a família no litoral paranaense, disse à Agência Estado que está retomando a proposta apresentada há seis anos pelo deputado Eduardo Jorge (PT-SP) por considerar que este é o momento mais oportuno para aprová-la. "O custo político é pequeno, diante da dificuldade de se aprovar a contribuição dos inativos, e o benefício é grande", calcula o deputado, acrescentando que a proposta foi elogiada tanto pelo ministro da Previdência, Waldeck Ornélas, quanto pelo relator da PEC dos inativos na Comissão Especial da Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA).
Ornélas já se manifestou favoravelmente à proposta de um regime único de Previdência, proposto pelo vice-líder do governo na Câmara, deputado Luiz Calor Hauly (PSDB-PR), que acolha tanto os segurados que trabalham na iniciativa privada quanto os funcionários públicos, em declaração publicada hoje no jornal O Globo. O relator da proposta de emenda constitucional que prevê a contribuição previdenciária dos inativos, José Carlos Aleluia (PFL-BA), que passou o fim de ano com a família em Salvador, disse que também está costurando o apoio político necessário para que a proposta seja aprovada. "Não acredito que haja grandes obstáculos a uma proposta nesse sentido, pois ela não prejudica quem já está no serviço público", avalia o deputado, que defende o fortalecimento do regime de Previdência Complementar.