Hantavirose mata mais dois no Paraná
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
O número de mortos por hantavirose registrado no Paraná, nos dois primeiros meses deste ano, já é quase o mesmo dos notificados em todo o ano passado. Com mais duas mortes registradas no interior do Estado este final de semana, sobem para três o número de mortos vítimas da doença em 2001. Dos cinco casos confirmados desde janeiro, três pessoas morreram. No ano passado, das 25 pessoas acometidas pela doença, cinco morreram.
As duas mortes foram confirmadas somente ontem pela Secretaria Estadual de Saúde, no fechamento da oitava semana epidemiológica de 2001. A secretaria não divulga o nome das vítimas, mas as pessoas que morreram durante o feriado de Carnaval moravam na área rural, onde o índice da doença é maior. Uma das vítimas era um trabalhador da área de extração de pínus de Mangueirinha (a 76 quilômetros de Pato Branco, no Sudoeste do Estado) e a outra era um agricultor em General Carneiro (a 36 quilômetros de União da Vitória, no Sul do Estado).
Este foi o primeiro caso da doença registrado em Mangueirinha desde que a enfermidade surgiu no Paraná, em 1999. Em General Carneiro já é o quinto caso. A região é líder na incidência da hantavirose, com 12 casos confirmados. Dez foram registrados na região de Guarapuava, dois em Campina Grande do Sul, um em Ponta Grossa e um em Curitiba.
A hantavirose é uma doença emergente causada por um vírus existente na urina, fezes e saliva dos ratos silvestres. A transmissão acontece quando o homem entra em contato com essas excreções. O vírus se espalha pelo ar e penetra no organismo pela respiração.
No ano passado a Secretaria Estadual de Saúde ampliou o cerco para o combate à hantavirose, divulgando medidas preventivas contra a doença. Mas este ano, o hantavírus volta a ser motivo de preocupação, principalmente pelo aumento proporcional no índice de mortalidade. Essas mortes aconteceram porque as pessoas demoraram para procurar auxílio médico, justifica o chefe da Divisão de Doenças e Agravos da secretaria, Nereu Mansano. Ele salienta que as pessoas devem procurar um posto de saúde assim que notarem os primeiros sintomas da doença, que se assemelham aos sintomas da gripe. Quanto mais tarde a pessoa procurar ajuda, menores são as chances de reversão da doença, esclarece Mansano.
Para intensificar o combate à doença, a secretaria busca o apoio das prefeituras dos municípios e da Federação do Agricultores do Estado. Associações municipais também devem contribuir, com a distribuição de folhetos explicativos sobre como prevenir a doença.


