Mais um trabalhador rural morreu vítima de hantavirose no Paraná. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, o agricultor tinha uma pequena plantação de milho no município de Cruz Machado, região de União da Vitória. Ele foi internado em 16 de janeiro e morreu no dia seguinte. Com este caso, são seis as mortes causadas pelo hantavírus no Estado, desde agosto do ano passado.
De acordo com a chefe da Divisão de Zoonoses da secretaria, Gisélia Rúbio, o agricultor morreu porque demorou a procurar atendimento médico. ‘‘Ele estava sentindo os sintomas há uma semana e só daí foi se consultar’’, disse.
Técnicos da Secretaria de Saúde viajam a Cruz Machado na próxima semana. Eles vão avaliar os trabalhos na região e reforçar a divulgação dos sintomas da hantavirose. ‘‘Temos que deixar claro que qualquer pessoa, seja agricultor, trabalhador da área de reflorestamento de pínus ou turista, que use uma casa que ficou fechada por muito tempo numa zona rural, pode ser infectada pelo hantavírus. As pessoas devem procurar atendimento médico aos primeiros sintomas, que são parecidos com uma gripe muito forte’’, afirmou.
Desde agosto do ano passado, o Paraná registrou 27 casos da doença, com seis mortes. O Instituto Adolfo Lutz tem mais cinco exames a fazer de casos suspeitos da doença. A hantavirose já fez vítimas nos municípios das regiões de Guarapuava e União da Vitória (Sul), em Coronel Domingos Soares (Sudoeste), em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), e em Ipiranga, a 50 km de Ponta Grossa.

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