São Paulo,7 (AE) - O secretário municipal de Transportes
Getúlio Hanashiro, disse há pouco que a adesão à greve hoje de motoristas e cobradores de ônibus à capital é igual à de ontem. Em entrevista ao programa Bom Dia São Paulo, da TV Globo, o secretário acusou o sindicato da categoria de não cumprir determinação da Justiça do Trabalho, que mandou que pelo menos 50% da frota fosse colocada hoje nas ruas. Segundo ele, se a ordem judicial fosse cumprida, os efeitos da paralisação, que entrou hoje no seu segundo dia, poderiam ser minimizados. Hanashiro anunciou que logo mais, às 14h30, haverá uma reunião para uma tentativa de conciliação, no Tribunal Regional do Trabalho. "A paralisação é abusiva, uma falta de consideração para com a população de São Paulo", reiterou o secretário afirmando que os salários estão em dia e não está em jogo nenhuma outra reivindicação trabalhista.
"Trata-se de uma greve apenas pelo pagamento da participação nos lucros e resultados. Essa questão era apenas uma meta, conforme ficou decidido no acordo coletivo da categoria, no ano passado. Por isso, não pode ser utilizada como justificativa para a paralisação, que é um desrespeito para com o povo de São Paulo". Hanashiro desmentiu qualquer problema em relação à irregularidades nos depósitos do Fundo de Garantia dos trabalhadores, lembrando que essa questão e a instalação das catracas eletrônicas em nenhum momento foram colocadas por motoristas e cobradores nas reuniões com a Prefeitura e a SPTrans.O último balanço da paralisação, segundo a SPTrans, mostra que das 54 empresas de ônibus existentes na capital, pelo menos 20 ainda estão totalmente paradas esta manhã.

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