Jerusalém, 13 (AE-AP) - Um grupo islâmico militante contrário ao processo de paz entre Israel e os palestinos disse hoje que vai parar os ataques terroristas se Israel suspender as construções nos assentamentos localizados nas áreas em disputa e parar de prender seus ativistas.
A oferta do Hamas, enviada por fax às agências de notícia, contém as condições mais liberais jamais propostas pelo grupo para um cessar-fogo parcial.
"Estamos plenamente preparados para retirar os assim chamados "civis" judeus da nossa lista de operações armadas com a condição de que todas as atividades nas colônias sejam interrompidas e os constrangimentos causados pelas forças de ocupação aos civis palestinos inocentes cessem", afirmava a declaração.
O fax não excluía a possibilidade de ataques contra soldados israelenses. O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, disse a um jornal israelense esta semana que o grupo se reserva o direito de sequestrar soldados uniformizados e mantê-los em cativeiro para uma eventual troca por prisioneiros palestinos.
Não houve reação por parte de Israel, embora o porta-voz do governo tivesse dito anteriormente que Israel não negociaria com o Hamas.
As demandas anteriores do Hamas para um cessar-fogo exigiam a retirada total de Israel dos territórios em disputa como uma pré-condição, algo não provável num futuro próximo.
Arafat e o primeiro-ministro israelense Ehud Barak retomaram o processo de paz há um mês. No passado, os progressos nas conversações pela paz foram seguidos por uma intensificação dos ataques terroristas por militantes, contrários ao processo de paz. Tais ataques, por sua vez, congelaram as conversações.
Barak disse esta semana que Israel tem informações de que o Hamas, o Jihad Islâmico e o Hezbollah, grupo baseado no Líbano, estariam planejando ataques terroristas em Israel e no exterior para interromper a retomada do processo de paz.
O Hamas afirma que nunca vai fazer a paz com Israel, mas deseja favorecer um cessar-fogo permanente se Israel devolver os territórios que ocupou na guerra dos Seis Dias, em 1967.

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